Thalia Graves afirma que magnata da música a drogou e filmou agressão sexual em 2001
Uma mulher acusou o famoso Sean “Diddy” Combs e seu segurança de terem a drogado e agredido sexualmente em 2001, e ainda de terem registrado a violência em vídeo, segundo uma ação apresentada na terça-feira (24) em um tribunal federal de Nova York.
Thalia Graves, que conheceu Combs aos 25 anos pelo namorado que trabalhava na gravadora Bad Boy, contou que, em meados de 2001, durante um rolê num carro com Combs e Joseph Sherman, seu segurança, aceitou um vinho e logo se sentiu “tonta e fraca”.
Ela apagou e acordou nua em um estúdio em Manhattan, com as mãos amarradas. Combs entrou e a estuprou, batendo a cabeça dela numa mesa de sinuca enquanto ela tentava resistir. Depois, segundo o processo, Sherman também a agrediu sexualmente quando ela voltou a si.
Em uma coletiva na terça-feira, acompanhada da advogada Gloria Allred, Graves, emocionada, falou sobre como essa experiência a afetou física e emocionalmente.
“A combinação de dor física e emocional criou um ciclo de sofrimento do qual é muito difícil libertar-se”, disse ela. “Quero continuar nesta jornada em direção à recuperação e cura. Estou feliz que ele esteja preso, mas é uma sensação temporária de alívio.”
Essa ação é a mais recente acusação de violência sexual contra Combs e vem uma semana depois de ele ter sido indiciado por conspiração de extorsão, tráfico sexual e transporte para prostituição.
Com 54 anos, Combs se declarou inocente e teve a fiança negada, permanecendo sob custódia federal, conforme decisão de um juiz.
A promotoria afirmou que ele liderava uma “empresa criminosa” com outros associados, organizando “Freak Offs” com drogas, vítimas de abusos e trabalhadores sexuais. Também mencionou casos de violência física e sexual, além de armas e uma grande quantidade de óleos de bebê e lubrificantes encontrados em suas casas durante buscas em março.
Além disso, Diddy enfrenta 10 processos civis, todos alegando uma variedade de má conduta sexual e outras atividades ilegais.
Após o ataque, Graves contou que sentiu dor e angústia e pegou um táxi rumo ao hospital. Contudo, não teve coragem de sair do carro, pois estava “tremendo e chorando histericamente”, temendo o que Combs poderia fazer com ela e sua família se decidisse denunciá-lo.
Devido aos danos do estupro, Graves enfrenta depressão severa e transtorno de estresse pós-traumático, chegando a tentar suicídio.
Em novembro de 2023, soube através de seu ex-namorado que Combs e Sherman tinham gravado e divulgado um vídeo da agressão, mostrando-o a outras pessoas.
A ação processual acusa Combs, Sherman e empresas ligadas a Combs de infringirem a Lei de Proteção às Vítimas de Violência Motivada por Gênero de Nova York, além de violarem a lei estadual de direitos civis e o código administrativo da cidade.
Combs foi transferido na segunda-feira para um dormitório no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, onde agora divide o espaço com figuras como o ex-CEO da FTX, Sam Bankman-Fried, e o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez. Os detentos de destaque ficam nessa unidade de detenção maior, isolada do público, e não têm acesso às áreas comuns da prisão.
