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Fuga de cérebros na Argentina: cientistas deixam país por falta de grana

Pesquisadores que estão em busca da cura da AIDS ou sonhando em criar supercomputadores estão enfrentando uns perrengues.

Cientistas badalados da Argentina estão arrumando as malas e se mandando! A situação ficou tão crítica com os cortes de grana nos últimos meses que, segundo Pablo Manavella, “decidi ir pra Espanha no começo do ano”.

Manavella, que é bioquímico e tem um doutorado em Biologia, foi chamado pelo CSIC, um órgão público espanhol que tá de olho em talentos internacionais. Ele vai continuar suas pesquisas sobre moléculas de RNA em plantas. Chique, né?

Já Alejandro Díaz-Caro, que é fera em computação quântica, tá na disputa global pra ver quem consegue desenvolver um computador quântico convencional. Seu trabalho é mais teórico, mas ele tá se ligando nas aplicações práticas também. Em poucos dias, ele se muda pra França, chamado por uma entidade estatal pra dar continuidade ao seu projeto.

Aqui na Argentina, o único assistente de doutorado de Díaz-Caro, que era pago por órgãos públicos, ficou sem grana. “Ou eu paro de pesquisar e vou fazer protesto com cartaz no centro científico ou me mando pra fora e sigo meu sonho”, desabafa. Ele escolheu a segunda opção e partiu pra aventura!

A galera da Rede de Autoridades dos Institutos de Ciência e Tecnologia (Raicyt) trouxe uma notícia de arrepiar: o orçamento para 2024 foi cortado em 30% em relação ao ano passado! Isso mesmo, um verdadeiro balde de água fria!

E não para por aí! A grana que deveria ir para o Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet) também tá diminuindo, e para piorar, estima-se que cerca de 400 vagas estejam de vento em popa, devido a demissões, aposentadorias e, claro, falecimentos, sem qualquer reposição no horizonte.

Recentemente, o presidente da Argentina, Javier Milei, soltou o verbo e acusou a comunidade científica de ser parte do “partido estatal” e da “casta”. Ele disparou: “Vocês acham que ter um diploma os torna superiores? Então, vamos lá, que tal ir ao mercado e ver se a galera realmente se interessa pelas suas pesquisas, ao invés de ficar se escondendo atrás do poder do Estado?”

“Para se candidatar, galera, é requisito ser doutor ou pós-doutorado! E, se você está de olho na licenciatura em Artes, precisa ter cerca de 10 publicações em revistas científicas da categoria 1 — a crème de la crème! Entrei nessa aos 18 anos”, conta a incrível Romero.

Atualmente, ela faz parte do seleto grupo de 833 selecionados na chamada de 2022, que, desde setembro de 2023, está na expectativa da ação.

Jorge Geffner, que integra a comissão Raicyt e é doutor em Bioquímica, é um pesquisador sênior do Conicet focado em desvendar a cura da AIDS. Em um bate-papo descontraído, ele destaca que o desfinanciamento tá pesando e que a crise salarial só piora a situação.

“O que tá rolando é de deixar triste! Os cientistas argentinos são super requisitados pelo mundo todo, porque eles arrasam!”, diz Pablo Manavella.

Olha só, não é a primeira vez que esse doutor em Biologia está morando fora do país. Ele fez um pós-doutorado na Alemanha e voltou em 2014, através de um programa de repatriação de cientistas. E, desde então, não parou de receber propostas gringas para suas pesquisas. Mas ele decidiu apostar na sua terra natal!

Em março deste ano, o Conicet soltou uma bomba: os resultados do ranking Scimago 2024 mostraram que a instituição é a melhor da América Latina e a 20ª no mundo! Poderoso, né?

Agora, vivendo na Europa, Manavella manda um recado sério: “Olha, cada vez mais pessoas vão deixar a Argentina.” E ele ainda solta: “Às vezes, parece que a ciência é vista como um item de luxo, e não como algo essencial.”

Mas peraí! Uma pesquisa do observatório Pulsar da Universidade de Buenos Aires, especializada em captar a vibe da opinião pública, revelou que 85% dos argentinos não estão nada a favor da redução do investimento em ciência e tecnologia. A pesquisa, que ouviu 1.250 pessoas em junho deste ano, tem uma margem de erro de 2,8% — ou seja, dá pra confiar!

“Se queremos dar um jeito nas crises que não nos abandonam, o país precisa se industrializar de verdade. Caso contrário, estaremos sempre na dependência dos outros, apenas produzindo matérias-primas”, conclui Manavella, com toda a razão!

Mas peraí! Uma pesquisa do observatório Pulsar da Universidade de Buenos Aires, especializada em captar a vibe da opinião pública, revelou que 85% dos argentinos não estão nada a favor da redução do investimento em ciência e tecnologia. A pesquisa, que ouviu 1.250 pessoas em junho deste ano, tem uma margem de erro de 2,8% — ou seja, dá pra confiar!

“Se queremos dar um jeito nas crises que não nos abandonam, o país precisa se industrializar de verdade. Caso contrário, estaremos sempre na dependência dos outros, apenas produzindo matérias-primas”, conclui Manavella, com toda a razão!

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