Os cursos online estão pegando fogo! O número de alunos no EAD já está quase igual ao dos cursos presenciais, e se a coisa continuar assim, a educação a distância vai ultrapassar a presencial ainda este ano.
Tudo isso porque estudar de casa é bem mais fácil e barato. Mas os especialistas estão de olho, dizendo que é preciso garantir que a qualidade não caia, especialmente em cursos importantes, tipo a formação de professores. As faculdades juram que está tudo nos trinques, com boa estrutura e conteúdos top para os alunos.
O MEC soltou nesta quinta, 3, o Censo da Educação Superior 2023! Todo ano, o Inep faz essa análise nas faculdades públicas e privadas. O ministro da Educação, Camilo Santana, que anda ocupado com as eleições no Ceará, não apareceu por lá.
Ano passado, o Brasil tinha 9,9 milhões de universitários: 4,9 milhões no EAD e 5,06 milhões presenciais, uma diferença bem pequena de 150 mil matrículas. Em 2022, a diferença era maior: de 781 mil, com 4,3 milhões no EAD e 5,1 milhões presenciais. A disputa tá ficando acirrada!
A estatística tá clara: enquanto o EAD só cresce, o presencial tá diminuindo. De um ano pro outro, o presencial perdeu 49 mil alunos, enquanto o EAD ganhou quase 600 mil!
“Tá na cara que ano que vem essas curvas vão se cruzar, se tudo continuar assim”, disse Carlos Moreno, diretor do Inep.
Desde o ano passado, o MEC tem mexido nas regras do EAD. Em junho, o governo pausou a criação de novos cursos até março do ano que vem. Além disso, mandaram reformular os padrões de qualidade do ensino a distância. Depois da pandemia, o EAD disparou de vez!
Nos últimos dez anos, o EAD deu um salto absurdo, com os cursos crescendo 700%, segundo o Censo 2023.
O secretário executivo do MEC, Leonardo Barchini, disse que o MEC não é contra o EAD, mas que precisa de uma regulação firme. “As matrículas estão subindo rápido, principalmente pela demanda da galera, mas também porque a regulação precisa de ajustes”, comentou.
Marta Abramo, da Seres/MEC, reforçou que o foco agora é revisar os padrões de qualidade do EAD. “O documento que usamos é de 2007, então estamos atualizando tudo”, explicou, sem dar datas para as novidades.
O MEC diz que o boom do EAD começou com um decreto de 2017, que facilitou a criação de polos. No ano seguinte, as vagas de EAD já superaram as presenciais e, desde então, cresceram 167,5%.
Entre os cursos, Pedagogia lidera no EAD com 689.663 alunos, enquanto Direito é o maior presencial, com 658.530.
O crescimento do EAD tem gerado preocupação com a formação de professores, já que 67% dos matriculados em licenciaturas estão no ensino a distância. O Censo também mostra que 81% dos alunos de licenciatura escolheram EAD. Em maio, o MEC aprovou uma regra que obriga 50% das aulas de licenciatura EAD a serem presenciais.
Marta Abramo disse que essa regra vai mexer bastante com o EAD na área de licenciatura. “As instituições vão ter que se ajustar para seguir as novas diretrizes, com bastante aula presencial e prática”, destacou.
A educação pública deu um salto e, pela primeira vez, bateu 1 milhão de vagas, com um aumento de 19% no último ano, incluindo EAD e presencial. Mesmo assim, a rede privada ainda domina, com 23,6 milhões de vagas, o que representa quase 96% do total.
Leonardo Barchini disse que esse crescimento nas vagas públicas veio com o aumento de investimentos. As universidades federais estão sempre pedindo mais recursos, e no fim do ano passado, reitores até mandaram uma carta ao presidente Lula pedindo pelo menos R$ 350 milhões. Neste ano, o MEC liberou R$ 242 milhões em maio e mais R$ 279 milhões em junho.
“O número de matrículas, tanto públicas quanto privadas, continua subindo. Crescemos mais de 5% de 2022 para 2023. A demanda por vagas na graduação ainda é alta, e os jovens estão sedentos por estudar”, completou Barchini.
