Professora dá as dicas que todo estudante precisa saber sobre esses gênios da literatura nas provas!
Todo ano, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) chega chegando, e a galera enfrenta uma chuva de questões sobre os mestres da literatura brasileira. São perguntas que vão desde os livros que esses caras escreveram até as épocas em que viveram, passando por detalhes que podem ser mais fáceis ou um pouco mais complicados.
Mas, olha, aqui vai uma real: não adianta só decorar os títulos! Segundo Vanessa Botasso, coordenadora de redação do Poliedro, a parada é bem mais profunda! A chave é entender como as obras desses autores se conectam com o que rola no mundo hoje.
“No Enem, além de conhecer as ideias principais dos autores que aparecem com mais frequência, é super importante entender quais temas ou discussões eles costumam tocar nas suas obras”, explica a especialista. Então, bora se aprofundar e garantir que seu conhecimento esteja afiado!
A seguir, confira os autores e suas obras brasileiras que são os queridinhos das provas:
Ailton Krenak – “Ideias para adiar o fim do mundo”
Se tem um nome que todo estudante deve ter na ponta da língua durante o Enem, é Ailton Krenak! O cara é um líder indígena e intelectual que ganhou seu lugar na ABL (Academia Brasileira de Letras) e não é à toa: suas ideias são ouro!
Em “Ideias para adiar o fim do mundo”, Krenak faz uma crítica poderosa à visão autodestrutiva da modernidade ocidental. Ele defende uma vida mais em harmonia com a natureza e levanta um baita questionamento: até que ponto vale a pena o desenvolvimento econômico a qualquer custo?
Vanessa destaca: “No Brasil, a obra de Krenak é super central para debater a crise ambiental, a exploração dos recursos naturais e a necessidade de manter viva a cultura das comunidades tradicionais”. Então, se liga, porque esse autor vai dar o que falar nas provas!
Carlos Drummond de Andrade – “Sentimento do mundo”
Outro gigante da literatura que sempre dá as caras nas provas é Carlos Drummond de Andrade, especialmente com seu clássico “Sentimento do mundo”. Esse livro é um verdadeiro desabafo do poeta, refletindo toda a angústia e perplexidade que ele sentiu durante as transformações políticas e sociais da Segunda Guerra Mundial.
Vanessa aponta que a obra mostra essa dualidade de um artista que, apesar de triste com o que vê na sociedade, também carrega uma chama de otimismo e esperança. Ele fala sobre sentimentos de empatia e solidariedade que ainda podem brilhar em tempos sombrios.
“No contexto brasileiro, a obra é super relevante para discutir questões sociais contemporâneas, como a desigualdade e a exclusão. Ela promove reflexões sobre a necessidade de responsabilidade coletiva e justiça social”, analisa Vanessa. Então, já sabe: Drummond é um autor que merece sua atenção no Enem!
Gilberto Dimenstein – “Cidadão de papel”
Em “Cidadão de papel”, Gilberto Dimenstein faz um alerta crucial sobre a fragilidade dos direitos sociais no Brasil, especialmente quando o assunto são as populações mais vulneráveis, como crianças e adolescentes. A obra é um grito para que a gente não ignore essa realidade!
Para Vanessa, o grande lance dessa obra é mostrar o contraste gritante entre o que está na Constituição e o que realmente acontece nas ruas. Ela destaca como existe uma distância imensa entre a teoria e a prática dos direitos no nosso país.
“Para qualquer tema que possa aparecer no Enem, essa obra é um baita recurso para evidenciar a desigualdade de acesso aos direitos básicos e, mais do que isso, para lembrar que a cidadania plena ainda é um sonho distante para muitos brasileiros”, comenta Vanessa. Então, fica a dica: Dimenstein é uma leitura que pode fazer a diferença na sua preparação!
Machado de Assis – “Papéis Avulsos”
Se tem um clássico da literatura brasileira que não pode ficar de fora da sua preparação para o Enem, é “Papéis Avulsos”, essa coletânea de contos incrível do mestre Machado de Assis! Nessa obra, o autor mergulha em histórias curtas que exploram temas universais como hipocrisia, desejo e as contradições entre o que parece e o que realmente é, tudo com um olhar irônico e uma crítica na medida certa.
Segundo a coordenadora de redação, Machado tem uma habilidade incrível de captar a complexidade da condição humana e das relações sociais do século XIX, o que é essencial para entender as contradições que ainda estão presentes na sociedade brasileira.
“Para debates contemporâneos, seus contos são ouro puro, porque oferecem reflexões sobre temas que continuam super relevantes no Brasil de hoje”, destaca ela. Então, não vacila: Machado é leitura obrigatória para brilhar no Enem!
Paulo Freire – “Pedagogia da autonomia”
Para fechar com chave de ouro nossa lista, Vanessa não poderia deixar de mencionar o educador Paulo Freire e sua obra “Pedagogia da autonomia”, que é sempre super relevante nas provas. Neste livro, Freire defende uma educação que respeita a autonomia e a liberdade de cada indivíduo, incentivando o pensamento crítico e a participação ativa dos alunos.
“Freire mostra como a educação pode ser um agente de transformação social, propondo que o ensino seja um ato político e libertador, capaz de enfrentar as opressões históricas que geram desigualdades educacionais”, conclui Vanessa. Então, se liga: as ideias de Freire são essenciais para qualquer estudante que quer fazer a diferença!
