Álcool e coração não combinam: o efeito pode ser duradouro e intenso, alerta especialista
Se tem uma coisa que a ciência já sacou faz tempo, é que álcool e coração não são o melhor casal. Estudos e mais estudos já deixaram claro: exagerar no álcool pode detonar o coração, deixando o caminho aberto pra insuficiência cardíaca e até infartos. Mas olha só: um estudo fresquinho mostrou que a coisa é ainda pior do que se pensava! Parece que, mesmo depois da última dose, o coração ainda sofre, ficando sujeito a arritmias nada amigáveis.
Publicado na badalada European Heart Journal, o estudo revelou que mais de 5% dos participantes tiveram um verdadeiro show de horror cardíaco — com o coração fora de ritmo, especialmente na fase de recuperação, quando o corpo ainda está digerindo a farra alcoólica.
Pra chegar nesse resultado, os pesquisadores foram direto ao campo de batalha: levaram monitores de eletrocardiograma (ECG) portáteis pra festas onde a galera jovem não economizava no copo. O ritmo cardíaco dos participantes foi monitorado por 48 horas, dividindo as etapas entre o começo da festa, o auge do consumo, a fase de recuperação e um período de controle.
O que encontraram? Durante a bebedeira, o coração ficava a mil, ultrapassando os 100 batimentos por minuto. Mas o susto veio depois: na fase de recuperação, as arritmias se tornaram mais frequentes, deixando claro que o efeito do álcool não termina junto com a última dose.
Para o cardiologista Flávio Cure, do Centro de Estudos do CopaStar, o recado é sério: o impacto do álcool no coração é duradouro e muito relevante. Então, se você é daqueles que curte uma dose extra, fica a dica – a saúde do seu coração pode pagar a conta dessa festa.
“Olha só, esses resultados acendem um baita alerta sobre o impacto do álcool no coração a longo prazo, mesmo que o estudo tenha focado no efeito ‘pós-bebedeira’. O que parece só uma ‘batidinha’ fora de ritmo pode virar um problemão sério com o tempo! E, assim, essas arritmias frequentes, sem controle, podem deixar o coração sobrecarregado, abrindo espaço pra doenças cardíacas graves no futuro. Por isso, o conselho é clássico e certeiro: moderação! Você pode até não ver os estragos de imediato, mas a saúde do seu coração com certeza vai agradecer,” explica o médico, que não participou do estudo.
O que são arritmias cardíacas?
Arritmias cardíacas são um verdadeiro descompasso no ritmo natural do coração. Elas acontecem quando o coração bate fora do compasso, podendo ficar acelerado demais (taquicardia), lento demais (bradicardia) ou simplesmente irregular, de acordo com o cardiologista Cure.
Na maioria das vezes, essas irregularidades vêm de condições de saúde, como problemas cardíacos, estilo de vida, predisposição genética, ou mesmo de um desequilíbrio no próprio órgão, explica o especialista.
Dr. Roberto Kalil, cardiologista e apresentador do CNN Sinais Vitais, destacou que arritmias podem acontecer em qualquer idade, mas existem diferentes tipos e níveis de risco. “Temos as arritmias benignas, que não colocam a vida em risco, e as arritmias malignas, que, de forma mais direta, podem ameaçar a vida, podendo até levar a uma parada cardíaca ou à morte súbita”, explica Kalil.
A temida morte súbita, segundo ele, geralmente surge de problemas estruturais no coração — como infartos, alterações nas válvulas cardíacas ou disfunções no músculo do coração.
Arritmia cardíaca e álcool: qual é a ligação?
Segundo o cardiologista Cure, o álcool age como um irritante direto no músculo do coração e ainda pode causar um desequilíbrio nos sais do sangue, gerando alterações nos batimentos. É como se o álcool desse um “empurrãozinho” para que o coração bata fora de ritmo.
No início da bebedeira, chamado de período agudo, o álcool estimula o coração com uma descarga adrenérgica. Isso gera aquelas famosas “batidas a mais”, chamadas extrassístoles ventriculares — quando o coração dá uma acelerada inesperada lá nos ventrículos.
Já no período de recuperação, quando o álcool já foi consumido e o corpo tenta se reequilibrar, surge um efeito contrário: a ação parassimpática aumenta, o que leva a mais arritmias supraventriculares, explica o especialista.
Cure alerta que ambas as fases — tanto a do consumo quanto a de recuperação — trazem riscos ao coração. Uma das arritmias mais preocupantes é a fibrilação atrial, que pode aparecer logo após o período agudo e é conhecida por aumentar muito o risco de AVC e de morte súbita.
A longo prazo, se essas arritmias continuarem, podem afetar a capacidade do coração de bater adequadamente, levando a um coração dilatado e comprometendo o funcionamento cardiovascular. Isso eleva o risco de problemas graves, como AVC. “Buscar tratamento rápido é fundamental, pois, com o atendimento correto e rápido, essa condição pode ser revertida,” conclui o especialista.

Uma resposta
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