Os preços das casas estão nas alturas, mas não para por aí; as taxas de hipoteca ainda estão lá em cima, mesmo depois de uma boa mexida do Federal Reserve
Olha, a inflação está deixando suas marquinhas em cada cantinho da corrida pela Casa Branca em 2024!
Os preços nas bombas de gasolina, nas prateleiras do mercado e em praticamente todo lugar estão dando um susto nos americanos desde o início do governo do presidente Joe Biden.
E, vamos combinar, a inflação não dá descanso: mesmo que seja justo ou não, essa situação já afastou uma galera da tal da Bidenomics e deixou as chances de reeleição dele meio nebulosas!
Agora, a taxa de inflação está quase voltando ao normal – um milagre, considerando que todo mundo achava que iríamos enfrentar uma recessão e perder milhões de empregos. A economia está crescendo a passos largos, e o desemprego está lá embaixo, batendo recordes de baixa!
Mas, mesmo assim, os eleitores continuam com a pulga atrás da orelha. E quem pode culpá-los, né?
A vida está muito mais cara do que alguns anos atrás. Os preços não voltaram ao que eram antes da Covid e, olha, provavelmente nunca vão voltar.
Para muita gente, o sonho americano está parecendo um miragem bem distante.
E não é só a loucura dos preços dos imóveis! As taxas de hipoteca ainda estão lá em cima, mesmo depois de um corte pesado das taxas pelo Federal Reserve. Alguns sortudos que compraram suas casas antes já estavam nadando em um mar de economia. Já outros, ficam apenas observando de fora, com vontade de entrar.
As queixas sobre a falta de acessibilidade estão deixando a vice-presidente Kamala Harris numa sinuca de bico, forçada a defender o desempenho econômico do governo sem parar.
Harris colocou o combate aos preços lá no topo da sua lista de prioridades. Ela está batendo na tecla do aumento do salário mínimo, pedindo mais créditos fiscais para os pais e a construção de mais casas.
E, mesmo quando ela fez seu discurso final na Ellipse, com a Casa Branca linda ao fundo, o foco foi sempre na acessibilidade.
“Agora, nosso maior desafio é reduzir os custos, que já estavam subindo antes da pandemia e ainda estão altos demais. Eu entendo”, disse Harris no discurso impactante da semana passada.
Harris também saca que a ansiedade econômica causada pela inflação ajudou a catapultar a popularidade de seu rival, o ex-presidente Donald Trump.
E olha, Trump não perde a oportunidade de lembrar aos eleitores que a inflação não era uma dor de cabeça enquanto ele estava na Casa Branca.
E ele tem seu ponto: a taxa de inflação nunca passou de 3% com ele no comando – uma baita diferença da marca histórica de 9,1% sob Biden.
Claro, Trump não teve que lidar com o pesadelo das cadeias de suprimentos que ajudaram a fazer os preços subirem pelas nuvens. E também não viu os preços do petróleo dispararem acima de US$ 100 o barril quando a Rússia invadiu a Ucrânia, uma crise energética que colocou o gás a preços recordes.
Independente das razões, fato é que os preços estão bem mais altos hoje em dia.
Segundo a Moody’s Analytics, uma família típica nos EUA está gastando US$ 1.120 a mais por mês para comprar os mesmos produtos e serviços que em janeiro de 2021, quando Biden assumiu.
Mas, segura essa: os trabalhadores estão, sim, sentindo o gostinho dos aumentos salariais reais.
A renda está subindo de forma consistente, acelerando mais do que a inflação. Isso significa que os salários estão vencendo os preços, uma tendência que pode dar um respiro aos consumidores e deixá-los mais otimistas.
Uma família típica está ganhando US$ 1.192 a mais por mês em comparação a janeiro de 2021, superando a inflação por um fio, segundo a Moody’s.
Mas, mesmo assim, isso ainda não parece ser o bastante.
Muitos americanos estão se esforçando pra valer e realmente merecem esses aumentos salariais. É profundamente frustrante ver que os salários mais altos estão sendo devorados por aluguéis exorbitantes e contas de seguro de carro nas alturas.
Trump prometeu resolver o problema do custo de vida mudando as regras do jogo.
“Eu vou acabar com a inflação!” bradou Trump para uma multidão animada de apoiadores na battleground da Carolina do Norte na quarta-feira (30). “Vou trazer de volta uma coisa chamada Sonho Americano!”
Ele lançou um plano ousado, propondo tarifas sobre todos os US$ 3 trilhões em importações dos EUA, com tarifas pesadas de 60% sobre a China. E, para apimentar a situação, ele também sugeriu deportações em massa como parte de uma repressão imigratória sem precedentes.
Trump ainda defendeu que o presidente deveria, pelo menos, se posicionar sobre a política do Federal Reserve em relação às taxas de juros.
Suas chamadas por ações contundentes e mudanças drásticas têm ressoado com muitos eleitores. Em várias pesquisas, mais pessoas afirmam confiar em Trump do que em Harris quando o assunto é economia.
Mas, aqui vai uma das maiores ironias: economistas tradicionais não estão apenas descartando a promessa de Trump de resolver a inflação, eles estão alertando que suas soluções podem acabar piorando ainda mais a situação.
Eles temem que suas tarifas elevem os preços para os consumidores e que deportar milhões de trabalhadores indocumentados crie uma baita escassez de mão de obra.
Na verdade, tem uma galera argumentando que as propostas políticas de Trump são superinflacionárias – talvez as mais inflacionárias que um grande candidato presidencial já apresentou na história!
Mais de dois terços dos economistas (68%) entrevistados pelo The Wall Street Journal afirmam que, com Trump no comando, os preços vão subir ainda mais do que sob Harris.
“Assim como o México não bancou o muro no primeiro mandato, a China não vai arcar com as tarifas de Trump se ele conseguir um segundo mandato. Quem vai pagar a conta são vocês!”, escreveram os economistas em uma carta aberta que já contou com mais de 300 assinaturas nos últimos dias.
E, ainda assim, se Trump vencer, vai ser em grande parte por conta da… inflação.

Respostas de 2
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