Com uma demanda meio cambaleante, crise imobiliária no radar e pressão financeira, o gigante asiático segue se ajustando pra encarar os desafios
Olha só a China entrando com tudo numa nova rodada de suporte fiscal! Nesta sexta (8), o governo lançou um pacote que vai dar aquela mãozinha pros governos locais respirarem mais aliviados nas dívidas. E o ministro das Finanças, Lan Foan, já deu a deixa: vem mais estímulo por aí!
A segunda maior economia do mundo passou uns maus bocados no último ano. Enfrentou uma baita pressão deflacionária, a demanda não andou lá essas coisas, e o mercado imobiliário, bem… tá em crise. Sem falar nas finanças dos governos locais, que também estão sentindo o peso. Pra completar, a vitória de Donald Trump nos EUA coloca mais lenha na fogueira, com ele ameaçando subir as tarifas em mais de 60% nos produtos chineses. Segura essa!
Como resposta, Pequim vai liberar 10 trilhões de iuanes (isso mesmo, US$ 1,4 trilhão!) pros governos locais darem um jeito nas “dívidas ocultas”, aquelas que nem sempre aparecem nos números oficiais. Tudo foi decidido depois de uma semana de reuniões parlamentares, mas, pra quem esperava medidas pra dar um gás no consumo, ficou só na vontade.
Além disso, a cota de endividamento dos governos locais vai ser turbinada em 6 trilhões de iuanes, e eles ainda podem aproveitar outros 4 trilhões de emissões já aprovadas pra reorganizar as dívidas e cortar os riscos financeiros no sistema.
E, pra arrematar, o Congresso Nacional do Povo – o superpoder legislativo da China – também deu aval pra aumentar o limite de emissão de títulos especiais dos governos locais de 29,52 trilhões pra 35,52 trilhões de iuanes. Ufa!
Essa movimentação deixa bem claro que a China está jogando pra estabilizar o terreno, enquanto busca dar uma organizada no balanço financeiro dos governos locais e acalmar as águas do setor imobiliário. O país vai contornando esses perrengues todos de olho num futuro mais seguro, mesmo com as turbulências da economia global.
Comentário de Huang Xuefeng
“Olha, nada aqui surpreende muito,” disse Huang Xuefeng, diretor de pesquisa da Shanghai Anfang Private Fund Co., avaliando o movimento do governo. “Considerando o rombo fiscal por conta da desaceleração da economia e a queda nas vendas de terrenos, esse pacote nem é tão grande assim. É basicamente pra substituir dívidas ocultas, então não dá aquele empurrão no PIB, já que não cria novos trabalhos nem aquece a economia de forma direta.”
Na semana passada, uma matéria da Reuters já tinha dado um spoiler dessas trocas de dívida, que, segundo Xu Hongcai, vice-presidente do comitê de assuntos financeiros e econômicos do Congresso Nacional do Povo, são uma maneira de tirar o peso da dívida local dos ombros do governo. Ele explicou isso numa coletiva de imprensa em Pequim.
Ao lado de Xu, o ministro das Finanças, Lan Foan, ainda comentou que o governo vai lançar políticas pra ajudar o setor estatal a comprar apartamentos encalhados e terrenos residenciais não aproveitados das incorporadoras, além de reforçar a grana dos bancos estatais. Só que, por enquanto, Lan não soltou mais detalhes sobre o valor ou o cronograma dessas medidas.
Com esse pacote, a China dá uma ajeitada no cenário fiscal e deixa claro que tá mirando na estabilidade sem perder o ritmo. A ideia é aliviar a pressão sem necessariamente dar um boom, e garantir que o sistema financeiro e o setor imobiliário consigam se manter firmes no meio desse jogo.

Uma resposta
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