Estudo da CAUSE com o Instituto IDEIA e PiniOn mostra que 22% dos brasileiros apontaram o termo como o mais marcante de 2024
“Ansiedade”. Esse foi o termo que mais gritou na cabeça (e no coração!) dos brasileiros em 2024, segundo uma pesquisa feita pela CAUSE junto com o Instituto de Pesquisa IDEIA e a PiniOn. O resultado? Um reinado absoluto com 22% das menções. Logo na cola, vieram palavras como “resiliência” (21%), “inteligência artificial” (20%), “incerteza” (20%) e, bem mais distante, “extremismo” (4%).
A eleição da palavra do ano rolou em duas etapas. Primeiro, um squad de especialistas em comunicação e ciências sociais bateu a cabeça para selecionar cinco termos que capturam a vibe e as tretas que marcaram 2024. Depois, essas palavras foram jogadas para uma pesquisa com mais de 1.500 pessoas de todas as regiões do Brasil, seguindo dados do Censo 2022 e atualizado com as mudanças recentes da nossa galera.
Para Leandro Machado, cientista político e fundador da CAUSE, a escolha por “ansiedade” é praticamente um reflexo perfeito do “climão” que a gente está vivendo: uma era onde tudo muda rápido demais e a sensação de estar perdido é quase inevitável. Como ele mesmo disse, o termo reflete “o espírito de uma era de transformações rápidas e, muitas vezes, desorientadoras”.
“No Brasil e no mundo, a galera tá sendo jogada de cara numa realidade que exige adaptação imediata. É a economia apertando, a inteligência artificial avançando sem pedir licença e o planeta mandando sinais de alerta. Tudo isso cria um clima de ‘corre ou fica pra trás’, deixando todo mundo tentando equilibrar as contas (e a cabeça!) em um futuro que parece cada vez mais incerto. Essa palavrinha, ‘ansiedade’, traduz um país inteiro buscando estabilidade no meio desse caos”, analisa.
“No Brasil de 2024, a ansiedade não é só um lance pessoal; é um reflexo do todo. O combo de redes sociais, rotina acelerada e mudanças que vêm na velocidade da luz tá deixando a galera emocionalmente e mentalmente sobrecarregada”, explica Cila Schulman, CEO do Instituto de Pesquisa IDEIA.
“Quando olhamos os números, fica claro: a ansiedade é o termômetro de um povo que só quer um pouco mais de previsibilidade e segurança na vida. É tipo um grito de socorro, avisando que governos, empresas e organizações precisam criar estratégias pra aliviar essa pressão coletiva”, conclui.
Estamos mesmo mais ansiosos? Psicóloga analisa
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking global de pessoas ansiosas, com 9,3% da população lidando com o problema. Para a psicóloga Larissa Fonseca, especialista em crises ansiosas, síndrome do pânico e burnout, não é exatamente uma surpresa que “ansiedade” tenha ganhado o troféu de palavra do ano.
“Hoje em dia, com tanto tempo grudado nas telas, a gente acaba escolhendo viver mais no mundo digital. E isso tem um impacto direto: nossa paciência com as incertezas despenca, algo que ativa ainda mais a mente ansiosa,” analisa Fonseca. “Essa sensação constante de estar sempre correndo atrás, de precisar responder tudo imediatamente, cria um desgaste mental enorme porque ficamos presos a expectativas de como o outro deveria agir,” completa.
Na prática clínica, a psicóloga percebe um aumento preocupante nos casos de ansiedade severa, incluindo crises, síndrome do pânico e Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG).
“Está mais difícil criar conexões emocionais verdadeiras com as pessoas, porque a vida anda acelerada demais e falta espaço pra comunicação real,” observa Fonseca. “Esse combo de pensamentos ansiosos é turbinado pelo excesso de pessimismo em relação a questões econômicas, políticas e de segurança pública,” conclui.
Sintomas de Ansiedade
Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, a ansiedade costuma vir acompanhada de uma visão sombria do futuro, preocupação exagerada com o que os outros pensam e uma baixa tolerância às frustrações do dia a dia — aquelas coisinhas que todo mundo enfrenta, mas que para quem sofre de ansiedade podem parecer insuportáveis.
O Manual MSD reforça que o transtorno de ansiedade também pode causar sintomas físicos que tornam tudo ainda mais desafiador, como:
- Náusea, vômito e diarreia (o combo desconfortável do estômago em pane);
- Falta de ar e sensação de sufoco;
- Engasgos inesperados;
- Sudorese (aquele suor frio que aparece do nada);
- Palpitações e coração disparado como se estivesse numa maratona;
- Tensão muscular que deixa o corpo todo travado;
- Sensação de aperto no peito, quase como se estivesse carregando o peso do mundo.
Esses sintomas não apenas atrapalham a rotina, mas também podem gerar um ciclo onde o medo dos próprios sinais físicos acaba alimentando ainda mais a ansiedade.

Uma resposta
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