Apenas 52% das unidades da PM estão equipadas com câmeras
O governo de São Paulo se pronunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que a exigência de câmeras corporais em 100% das operações policiais da PM é impraticável.
Em ofício da Procuradoria-Geral do Estado, a explicação é que os 10.125 equipamentos disponíveis não são suficientes para cobrir um efetivo de 80 mil policiais militares.
Das unidades totais da PM no estado, apenas 52% estariam equipadas com câmeras, o que inviabiliza o cumprimento da decisão do STF.
Além disso, as câmeras disponíveis não podem ser usadas simultaneamente: enquanto metade está em uso, a outra metade está em processo de upload ou recarga de bateria.
“Ora, não há como forçar a utilização dessas câmeras por todos os policiais militares em operações. É uma impossibilidade material”, diz o documento.
O Estado também argumenta que a portaria da PM já prevê o uso de câmeras apenas em operações de maior risco, já que nem todas as ações oferecem confrontos diretos.
Senão, a tradicional Operação Verão também teria que ser filmada, algo desnecessário, considerando seu caráter preventivo.
No início de dezembro, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, determinou o uso obrigatório de câmeras para policiais militares durante operações.
Essa decisão aumentou a pressão sobre a política de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas, especialmente em meio ao aumento dos casos de violência policial no estado.

Uma resposta
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