Moraes soltou Daniel Silveira nesta sexta-feira (20)
O ex-deputado Daniel Silveira está no centro de uma história cheia de reviravoltas. Condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por ameaças ao Estado democrático de direito e incitação à violência contra ministros do STF, ele conseguiu a tão esperada liberdade condicional nesta sexta-feira (20).
Agora, Daniel vai cumprir o restante da pena em regime aberto, usando tornozeleira eletrônica. Ainda faltam 5 anos e 9 meses para ele encerrar sua “conta” com a justiça. Além disso, uma multa pesada foi imposta, podendo ultrapassar R$ 247,1 mil.
Silveira está preso desde fevereiro de 2023, cumprindo pena em regime semiaberto no Rio de Janeiro.
Natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, o ex-deputado tem 42 anos, é formado em Direito e já foi Policial Militar. Atuou na corporação de 2012 a 2018, quando resolveu deixar a farda para assumir uma vaga na Câmara dos Deputados. Foi eleito com mais de 31 mil votos pelo então partido PSL (que se fundiu ao DEM e deu origem ao União Brasil).
Polêmico que só, Daniel Silveira ficou famoso por ter participado da destruição da placa com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Além disso, ele já foi alvo de investigações sobre fake news.
Placa de Marielle
Durante a campanha de 2018, Daniel Silveira, ao lado do ex-governador Wilson Witzel e do atual deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil), protagonizou um momento bem polêmico. Os três decidiram quebrar uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco em um comício. Um verdadeiro show de polêmica que ficou na história!
“Vistoria” no Colégio Pedro II
Em outubro de 2019, já com seus cargos públicos garantidos, Silveira e Amorim decidiram invadir o tradicional Colégio Pedro II para realizar uma “vistoria” em nome da tal “Cruzada pela Educação”. Eles alegaram que iriam denunciar materiais com conotação política em ambientes escolares. Claro que, sem autorização, a reitoria chamou a Polícia Federal, porque, né? Deputado invadindo escola sem pedir licença nunca é uma boa ideia.
Troca de Cuspes na Universidade
Mas o show não parou por aí. Em dezembro de 2019, Silveira se envolveu em outra confusão, desta vez na Universidade Estácio de Sá, em Petrópolis, onde estudou Direito. Rolou uma baita discussão com uma mulher, e adivinhem? Os dois chegaram a trocar cusparadas! No vídeo que vazou, Silveira chamou a mulher de “partido de maconheiros, vagabundos e narcoterroristas”, uma forma bem… polêmica de argumentar.
Ameaça de Tiros em Manifestantes
Em maio de 2020, Silveira causou ainda mais polêmica ao declarar, em um vídeo, que “torcia” para que manifestantes contrários ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) fossem alvejados por policiais. Em uma gravação enquanto se dirigia para um ato no Rio de Janeiro ao lado de apoiadores do governo, Silveira afirmou: “Vocês vão pegar um ‘polícia’ zangado no meio da multidão, vão tomar um no meio da caixa do peito, e vão chamar a gente de truculento. Eu tô torcendo pra isso. Quem sabe não seja eu o sortudo?”. Ufa, uma declaração que causou muita discussão, né?
Condenação
Em fevereiro de 2021, Silveira foi condenado após publicar um vídeo recheado de xingamentos, ameaças e acusações pesadas contra ministros do Supremo. Na gravação, ele não economizou palavrões e chegou a acusar alguns magistrados de receberem dinheiro por decisões. Tudo isso resultou na sua prisão em flagrante, com ordem de Alexandre de Moraes.
Em março de 2021, Silveira passou para prisão domiciliar, mas em novembro, Moraes revogou a medida e aplicou cautelares, como a proibição de uso de redes sociais.
Em 2022, ele foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão, perdeu o mandato de deputado e os direitos políticos. Mas, como um verdadeiro plot twist, o então presidente Jair Bolsonaro deu um perdão ao seu aliado.
