Indiciados pelo Exército, militares agora terão julgamento no Supremo
Rolou um bafafá no cenário militar brasileiro! A 11ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM) deu um passo ousado e enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação contra quatro coronéis do Exército. Os caras são acusados de terem mandado uma carta que pressionava o Comando-Geral, tentando acender a chama de um golpe de Estado pós-derrota de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.
Quem assinou essa decisão foi o juiz federal substituto Alexandre Augusto Quintas, da Justiça Militar da União. Ele não teve dúvida e apontou: “Esse não é o crime pra gente julgar, não. A gente tá fora!” Assim, a bola tá com o STF, que agora vai dar as cartas no caso. Os documentos já chegaram à Primeira Turma da Suprema Corte.
Em novembro passado, o Exército fez uma varredura interna e encontrou três oficiais como culpados. Entre eles, o coronel Anderson Lima de Moura, que tá na ativa, e os coronéis Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo, da reserva.
Porém, a história não termina aí. O quarto suspeito, o coronel Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, também foi apontado na confusão, mas a coisa ficou suspensa temporariamente por causa de uma liminar judicial.
Segundo o então comandante da Força Terrestre, o general Marco Antônio Freire Gomes, a carta golpista foi um movimento arriscado e autoritário, tentando abalar a legitimidade das eleições que consagraram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o novo presidente, após a saída de Bolsonaro. A trama segue sendo acompanhada de perto, e o STF promete decidir o destino dessa confusão toda.

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