Estruturas Gigantes se Estendem por 50.000 Anos-Luz Próximo do Coração da Galáxia!
Galera, se liga nessa! Uma galera de cientistas do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi (Glast), lá da NASA, fez uma descoberta de cair o queixo em 2010: bolhas misteriosas estão flutuando na nossa Via Láctea!
Naquela época, a equipe mergulhou nos dados dos dois primeiros anos de observações do telescópio e se deparou com essas estruturas espaciais super inusitadas.
Segundo a NASA, essas belezuras são duas bolhas, cada uma com incríveis 25.000 anos-luz de comprimento! Elas estão posicionadas acima e abaixo do disco da nossa galáxia, bem pertinho do seu coração pulsante.
Batizadas de bolhas de Fermi, essas maravilhas têm uma forma super simétrica e estão bombando em luz na frequência de raios gama. E olha que doido: não dá pra ver a olho nu! Só os detectores de luz gama conseguem captar essa energia toda.
Mesmo com uma análise detalhada dos dados coletados pelo Glast, os cientistas ainda estão no mistério e não conseguiram descobrir exatamente quando e como essas bolhas incríveis se formaram. Então, fica a pergunta: o que será que elas estão escondendo?
“Eles chamaram essas belezuras de bolhas de Fermi e notaram que, além de serem gigantes e espalhadas, elas têm bordas super bem definidas. O formato das bolhas e a luz intensa que emitem fizeram os cientistas cogitarem que elas foram formadas por uma liberação rápida de energia. Mas a grande questão é: por quê? E quando isso rolou?”, destacou a NASA.
O Que São Essas Bolhas de Fermi, afinal?
De acordo com a equipe, as bolhas de Fermi só foram descobertas em 2010 devido a um fenômeno do ambiente espacial. A região é envolta em uma névoa intensa de raios gama, que dificultou bastante a observação dessas estruturas enigmáticas.
Em resumo, essa névoa se movimenta quase na velocidade da luz e, ao colidir com gás, poeira e luz da Via Láctea, gera uma chuva ainda maior de raios gama.
Por isso, a galera precisou eliminar todos esses “obstáculos” antes de perceber que estavam, na verdade, diante das bolhas fantásticas!
Em 2010, uma das teorias mais intrigantes sugeria que as bolhas de Fermi poderiam ser os “restos da última refeição” do buraco negro supermassivo que fica lá no centro da nossa galáxia, o famoso Sagittarius A* (Sgr A*).
Essa “refeição” teria sido uma quantidade colossal de matéria, como uma nuvem de gás, que ao interagir com o buraco negro, resultou na expulsão de jatos de partículas superenergéticas.
Outra hipótese que circulava na época afirmava que as bolhas de Fermi eram frutos de uma intensa atividade de formação de estrelas no coração da galáxia. Ventos estelares e explosões de supernovas teriam liberado o gás necessário para dar vida a essas estruturas fantásticas!
Bolhas no Coração da Via Láctea
Nos últimos anos, uma galera de pesquisadores tem se aventurado em estudos que buscam explicar a origem dessas enigmáticas bolhas de Fermi.
Em 2023, por exemplo, um grupo da Universidade Metropolitana de Tóquio (TMU), no Japão, trouxe à tona algumas evidências teóricas que sugerem como esses objetos incríveis podem ter se formado. E o melhor: vários cientistas estão comprando essa ideia!
Eles afirmam que ventos super-rápidos do buraco negro supermassivo teriam injetado uma quantidade absurda de energia no gás ao redor da região central da Via Láctea. Isso poderia ter causado um choque reverso, dando origem às bolhas.
“Ao comparar os resultados das simulações numéricas com as observações, indicamos que as bolhas foram criadas por um vento rápido do centro galáctico, já que isso gera um forte choque reverso e reproduz o pico de temperatura observado ali”, explicou o estudo da TMU, publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Mas, galera, a verdade é que a ciência ainda não chegou a um consenso sobre a origem dessas duas bolhas de Fermi. Portanto, a caça por respostas continua!
