Pesquisadores descobrem antiguidades escondidas há mais de mil anos numa floresta super densa, usando a tecnologia LiDAR
Tá preparado pra essa? Por mais de milênios, uma floresta densa no estado mexicano de Campeche escondeu uma cidade MAIA inteira! A região era chamada pelos cientistas de “ponto em branco” arqueológico nas Terras Baixas Maias (que, por sinal, englobam lugares como Belize, El Salvador, Guatemala e o sudeste do México), porque, bem… ninguém sabia o que tinha ali. Esse “mistério” existe desde os tempos em que os Maias reinaram, entre 1.000 a.C. e 1.500 d.C.
Mas agora a história mudou! Arqueólogos resolveram mandar um “olá” para o passado e encontraram milhares de estruturas maias jamais vistas antes, incluindo uma cidade ENORME que foi batizada de Valeriana (sim, tipo o nome da lagoa ao lado!). A descoberta foi anunciada numa publicação na Antiquity.
Ah, e o detalhe high-tech: essa descoberta rolou de looonge, a 3.200 km de distância, usando LiDAR! O que é isso? É uma tecnologia top que usa lasers para atravessar a floresta densa e descobrir o que está escondido lá embaixo. Foram varridos uns 122 km² do leste de Campeche, revelando todas essas relíquias incríveis que tavam bem debaixo dos narizes das árvores.
E não é pouca coisa: estamos falando de uma mega cidade com reservatório, quadra de bola, pirâmides-templo e uma super estrada conectando várias praças – um verdadeiro centro maia, com mais de 6.700 estruturas, entre cidades, vilarejos e templos. Os arqueólogos já tinham esse feeling desde os anos 40 de que Campeche escondia tesouros arqueológicos, e agora, décadas depois, a suspeita se confirmou em grande estilo!
“Foi um mix de sentimentos. De um lado, deu aquele ‘uau’ imediato! Ver isso é de cair o queixo. Mas, por outro, confirmou o que eu já meio que esperava,” contou Luke Auld-Thomas, o arqueólogo por trás da descoberta e autor principal do estudo, atualmente fazendo seu doutorado em antropologia na Universidade Tulane.
“Na minha visão, essa região das Terras Baixas Maias é tipo um alvo fácil — se jogasse um dardo, acertaria em cheio uma área urbana,” brincou Auld-Thomas. “Então, ver que estava certo foi super gratificante e empolgante!
Cidades Conectadas!
Campeche tá no meio de duas regiões bem exploradas: o norte de Yucatán e o sul das Terras Baixas Maias. Mas, acredite ou não, os arqueólogos quase esqueceram desse pedaço de história, segundo Marcello Canuto, coautor do estudo e professor de antropologia na Universidade Tulane.
No norte, sítios maias como Chichén Itzá brilham como estrelas no céu, super visíveis e acessíveis. “É moleza reconhecer na paisagem,” comenta Canuto. Já os sítios do sul são como tesouros conhecidos, repletos de hieróglifos e altares — o tipo de coisa que os estudiosos sempre estiveram atrás!
Por um bom tempo, Campeche era como um segredo guardado a sete chaves, não muito acessível e pouco conhecida por seus artefatos. Mas tudo isso tá mudando com esse novo estudo e outras pesquisas incríveis impulsionadas pelo LiDAR! “É um novo amanhecer pra gente, porque agora podemos enxergar o que antes parecia invisível,” empolga-se Canuto.
E não para por aí! As novas varreduras de LiDAR também mostram como as cidades maias estavam interligadas, revelando a complexidade dessas comunidades, não importa o tamanho delas. Carlos Morales-Aguilar, arqueólogo de paisagem e pesquisador de pós-doutorado na Universidade do Texas em Austin, que não participou do estudo, diz que “padrões de assentamento densos mostram que os maias eram super organizados na administração de suas terras. Eles tinham extensas redes de estradas, áreas residenciais, terraços agrícolas e até estruturas defensivas!”
O estudo publicado na Antiquity revela que os maias eram mestres na arte de adaptar sua infraestrutura à paisagem natural! Eles usavam sumidouros, cumes e depressões como parte de suas estratégias de planejamento urbano e gestão da água, criando um verdadeiro mosaico urbano que se encaixava no meio da natureza.
“Essas descobertas desafiam a ideia de que as cidades maias — e seus interiores — eram apenas cidades-estados isoladas ou reinos regionais,” explicou Morales-Aguilar. Na verdade, isso pinta um quadro muito mais interessante: uma vasta rede interconectada de áreas urbanas e rurais que se estendia por todo o território maia ao longo de sua história!
À medida que as varreduras de LiDAR revelam mais cidades escondidas, os dados vão reformular a forma como entendemos a escala e a diversidade dos assentamentos maias. “E isso é uma coisa boa!” afirmou Tomás Gallareta Cervera, professor assistente de antropologia e estudos latino-americanos no Kenyon College, que não esteve envolvido na pesquisa.
“A análise do LiDAR impulsionou os estudos de urbanismo e padrões de assentamento de maneiras sem precedentes; alguns até chamam isso de revolução LiDAR,” acrescentou Gallareta Cervera. “Agora, os arqueólogos têm uma nova estrutura para investigar como esses povos antigos se adaptaram e prosperaram em seu ambiente por milhares de anos. E isso é simplesmente empolgante!”
Embora esses vestígios da cultura maia tenham sobrevivido por milênios, localizar e estudar a extensão completa dos assentamentos maias — que podem incluir mais cidades importantes — será fundamental para garantir o futuro desses sítios antigos, segundo Auld-Thomas.
“Ainda temos que realmente entender o que isso significa para a nossa compreensão desses lugares como ambientes e como cuidar e protegê-los,” destacou. “É crucial entender que esses locais sempre foram habitados em graus variados, e as pessoas desempenham um papel importante em sua conservação.”
