Cientistas têm uma teoria para explicar a existência de buracos negros gigantes no fim do universo
A galera da ciência tá de cabeça quente com um mistério que não sai da cabeça: como raios buracos negros supermassivos apareceram tão cedo no universo? E o mais insano: eles parecem ter surgido lá no começo do rolê, logo depois do Big Bang. E a coisa fica ainda mais louca quando o Telescópio Espacial James Webb confirma que esses monstros de gravidade existem nos confins do cosmos – é como se tivessem brotado de repente, logo ali, umas centenas de milhões de anos após o grande estalo inicial.
O maior nó na cabeça de todo mundo é que, de acordo com a forma como entendemos as coisas hoje, um buraco negro normalmente aparece após a morte de uma estrela gigante, daquelas com massa pelo menos três vezes maior que a do nosso Sol. Ou seja, uma estrela teria que nascer, viver e morrer, tudo isso em tempo recorde – o que parece bem difícil de rolar em um intervalo tão curto.
Mas calma que tem mais: um estudo fresquinho, que ainda está para ser publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics, traz uma explicação que pode mudar o jogo. Segundo essa teoria, os buracos negros supermassivos poderiam ter se formado de um jeitinho diferente: eles seriam, na verdade, descendentes de buracos negros pequenininhos, tipo, do tamanho de um átomo.
Esses buracos negros miniatura teriam surgido nos primeiros segundos após o Big Bang, impulsionados pelo caos e a loucura do universo primitivo, e não pelo colapso de estrelas gigantes. E a teoria mais ousada? Uma parte desses buracos negros microscópicos poderia ter crescido, ao longo de milhões de anos, e se transformado nos super buracos negros que o James Webb flagrou lá longe, bem no limite do universo conhecido. Quem diria, né?
