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Câncer de próstata é hereditário? Descubra os riscos!

O Ministério da Saúde alerta: se você tem um pai ou irmão com câncer antes dos 60 anos, o risco de desenvolver a doença pode ser maior

Fala, galera! Sabia que o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens aqui no Brasil, só ficando atrás do câncer de pele não melanoma? Isso mesmo, é um problema sério que merece a nossa atenção! Mas, o que muita gente não sabe é que, além de fatores como idade, tabagismo, sobrepeso e até exposição a certos produtos químicos, o câncer de próstata também pode ser hereditário.

O Ministério da Saúde já levantou essa bandeira, e se você tem um pai ou irmão que teve esse câncer antes dos 60 anos, fique ligado! O risco de você também desenvolver a doença pode aumentar. E não estamos falando só de genes (sim, eles têm tudo a ver!), mas também dos hábitos familiares que podem contribuir para o quadro.

Charles Kelson Aquino, urologista da Hapvida NotreDame Intermédica, explica que “a incidência de câncer de próstata é muito mais alta em homens com histórico familiar da doença.” Então, se o papai ou o irmãozinho já enfrentaram essa batalha, as chances de você também passar por isso podem ser de 2 a 3 vezes maiores. E sabe o que piora ainda mais? Quando a doença aparece em idades mais jovens ou em vários familiares da mesma família.

E não é só isso! Quando o câncer de próstata está relacionado a fatores genéticos, o risco varia dependendo do tipo de gene alterado, segundo Denis Jardim, líder nacional de tumores urológicos da Oncoclínicas.

Agora, bora aprofundar um pouco mais sobre os genes que estão envolvidos nessa história. O gene BRCA2, por exemplo, é um dos mais falados quando o assunto é câncer de próstata hereditário. Esse gene pode aumentar de 4 a 8 vezes o risco de desenvolver a doença em relação a homens sem alterações genéticas. Se você tem essa alteração, o risco de ter câncer de próstata ao longo da vida pode chegar a 60%! Ou seja, a cada 10 homens com esse gene alterado, 6 provavelmente terão o câncer de próstata em algum momento da vida.

Mas não para por aí! Existe outro gene, o BRCA1, que também está na lista. Com esse, o risco sobe “só” 3,8 vezes, o que resulta em uma probabilidade de 15% a 45% de desenvolver a doença ao longo da vida. E sim, é uma diferença grande!

E se pensarmos em doenças hereditárias que podem aumentar ainda mais o risco, entra a tal da Síndrome de Lynch. Ela é causada por mutações nos genes responsáveis pela reparação do DNA. Homens que têm mutações nos genes MLH1, MSH2 e MSH6, relacionados à Síndrome de Lynch, têm um risco maior de câncer de próstata, se comparados à população geral.

Denis Jardim explica que entender essa relação é super importante. “Identificar essas mutações precocemente pode salvar vidas!” E ele ainda reforça que homens com histórico familiar de Síndrome de Lynch precisam de acompanhamento regular. Quanto antes o câncer de próstata for detectado, mais fácil é tratar e melhorar o prognóstico.

Agora, vamos falar sobre quando é hora de começar a se preocupar e fazer os exames de rastreamento, porque esse é um dos pontos mais importantes. Se você tem histórico familiar de câncer de próstata, é essencial começar o rastreamento mais cedo do que a galera sem esse histórico. O ideal, segundo o urologista Charles Aquino, é iniciar o acompanhamento aos 45 anos, principalmente se seu pai ou irmão já foram afetados pela doença.

Mas atenção! Se a família tem vários casos de câncer de próstata ou se o diagnóstico aconteceu de forma precoce, o alerta é ainda mais forte. O rastreamento pode começar bem antes, até 10 anos antes do caso mais jovem da família. Ou seja, se o seu pai ou irmão teve o diagnóstico de câncer de próstata aos 40 anos, por exemplo, o rastreamento pode começar aos 30.

Se o câncer de próstata faz parte do histórico da sua família, você deve redobrar a atenção e adotar algumas medidas para reduzir os riscos. Falar sobre prevenção nunca é demais, e, para quem tem mais chances de desenvolver o câncer devido à genética, o caminho certo é adotar hábitos saudáveis de vida. E o melhor: isso não só ajuda na prevenção, mas também melhora a qualidade de vida de maneira geral.

A primeira dica é sempre apostar em hábitos saudáveis! O urologista Denis Jardim destaca que “não existe uma medida única que vá garantir 100% de prevenção”, mas algumas atitudes fazem toda a diferença. Como abandonar o cigarro, caso ainda não tenha dado esse passo (e se você não fuma, melhor ainda, continue assim!). Manter uma dieta rica em vegetais e reduzir a ingestão de gorduras animais também é essencial. Ah, e não podemos esquecer de manter o peso sob controle! Nada de deixar a obesidade tomar conta, viu?

Além disso, a prática regular de atividade física é um dos pilares para manter o corpo saudável e em forma, ajudando a reduzir o risco de diversas doenças, incluindo o câncer de próstata.

Agora, vamos falar sobre a prevenção secundária para quem tem um risco maior, por conta da hereditariedade. Nessa etapa, o foco é o diagnóstico precoce, que pode salvar vidas. O rastreamento com o PSA (antígeno prostático específico) já é conhecido, mas, para quem está no grupo de risco, os médicos estão recomendando também a ressonância magnética da próstata. Isso ajuda a detectar qualquer problema antes que ele se torne algo maior.

E não se esqueça! Se o seu histórico familiar envolve alterações genéticas, além do câncer de próstata, há um risco aumentado para outros tumores, como o câncer de pâncreas e o câncer de mama no homem. Por isso, é importante ficar atento e realizar exames específicos para esses outros tipos de câncer que também podem estar associados à genética.

Então, fica a dica: prevenção é o melhor caminho! Com um estilo de vida saudável, exames regulares e acompanhamento médico, você tem mais chances de viver bem e de se proteger contra o câncer de próstata e outros problemas relacionados.

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