Carrefour diz que falta de carne afeta clientes, mas garante que não vai faltar produto na prateleira!
A última quarta-feira (20) foi um dia agitado e cheio de reviravoltas no mundo dos negócios! Alexandre Bompard, o chefão do Carrefour na França, soltou o verbo e questionou a qualidade da carne da América Latina, dizendo que as lojas da rede francesa iam parar de vender essa “commoditie” cheia de polêmica.
Obviamente, não demorou muito para que as associações e frigoríficos brasileiros se sentissem no direito de rebater essa declaração. Resultado? Boicote total ao Carrefour, sem carne no fornecimento e até uma manifestação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Mas calma, não é o fim do mundo! Os especialistas estão dizendo que o tempo de prateleira da carne nos supermercados é bem curto, ou seja, logo logo você vai começar a perceber a falta desse item nas gôndolas.
E o Carrefour Brasil? Bom, na segunda-feira (25), soltou um comunicado explicando que a suspensão do fornecimento de carne vai, sim, afetar os clientes. Eles falaram que “infelizmente, essa decisão vai impactar quem confia na gente para levar carne de qualidade pra casa.” Ou seja, não vai faltar carne de vez, mas é bom ficar de olho nas prateleiras nos próximos dias!
A empresa não ficou parada e já saiu em busca de soluções para resolver a situação rapidinho. O Carrefour Brasil afirmou que está trabalhando para retomar o fornecimento de carne nas lojas o mais rápido possível, sem deixar de cumprir os compromissos com seus mais de 130 mil colaboradores e com os milhões de clientes espalhados pelo Brasil.
Eles também aproveitaram pra garantir: “Até agora, não tem falta de carne nas lojas, então podem ficar tranquilos!” Mas, claro, o pessoal vai continuar de olho, porque o assunto está longe de ser resolvido de vez.
A Retaliação dos Frigoríficos e o Que Está por Trás da Decisão do Carrefour
Na quinta-feira (21), a JBS, um dos maiores frigoríficos do Brasil, decidiu interromper o fornecimento de carne para o Carrefour em resposta ao embate com o CEO francês, que fez duras críticas à carne latino-americana. A Friboi, marca da JBS, é responsável por cerca de 80% das carnes vendidas nas lojas da rede.
E não foi só a JBS que tomou atitude. Na sexta-feira (20), a Masterboi também suspendeu a entrega de 250 toneladas de carne para o Carrefour, dando o tom da retaliação.
Apesar de o Carrefour garantir que não há impactos imediatos, especialistas como Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores, alertam que a falta de carne vai ser visível muito em breve. Segundo Tozzi, “a reposição de carne in natura, que é a mais vendida, acontece todos os dias. Então, é muito provável que algumas unidades do Carrefour comecem a sofrer com a falta de produto nas prateleiras.”
Ela ainda explica que, com o tempo, a falta de proteínas vai se intensificar, mesmo com o Carrefour tentando encontrar distribuidoras para comprar carne de emergência. O problema? Vai ficar cada vez mais difícil dar conta de abastecer as prateleiras se essa guerra continuar.
Apesar do Carrefour Brasil ter tentado dar um passo para se distanciar das declarações polêmicas de Alexandre Bompard, a realidade é que ele ainda é o grande controlador da empresa, com mais de 60% de participação. Ou seja, o chefe francês tem bastante influência na história toda.
Em um comunicado oficial, a empresa esclareceu que a fala de Bompard se aplica apenas às lojas da França. “A decisão se refere exclusivamente às operações na França. […] Nos outros países onde o Grupo Carrefour atua, como Brasil e Argentina, as operações continuam normalmente, sem alterações, e a compra de carne do Mercosul segue como antes”, garantiu o Carrefour. A empresa ainda reforçou que, nas franquias espalhadas pelo mundo, não há mudanças nos processos de fornecimento.
Entenda a Decisão do Carrefour e os Bastidores da Polêmica
Na última quarta-feira (20), o CEO do Carrefour na França gerou um verdadeiro bafafá ao anunciar, em uma publicação no X, que a rede varejista deixaria de vender carne vinda do Mercosul. A decisão foi uma resposta direta ao que ele chamou de “consternação e indignação” dos agricultores franceses, que estão bastante incomodados com o tratado entre Mercosul e União Europeia.
Esse movimento do Carrefour veio como uma forma de solidariedade aos agricultores da França, que têm se posicionado contra o acordo comercial, alegando que ele prejudica a agricultura local e favorece a concorrência estrangeira. A gota d’água para essa revolta foi a crise agrícola que a França enfrentou no começo do ano, somada à percepção de que os produtores do Mercosul não seguem as mesmas regras ambientais rigorosas, ganhando, assim, vantagens competitivas que são vistas como injustas.
E aí surge a grande crítica: os produtores do Mercosul estariam, segundo os agricultores franceses, obtendo benefícios em termos de preço e práticas, ao não precisarem seguir as mesmas exigências ambientais que os produtores europeus. Isso teria gerado um desconforto geral no setor, alimentando ainda mais a polêmica sobre o acordo internacional e a atuação do Carrefour.
Para os especialistas, a declaração do CEO do Carrefour na França reflete uma crescente onda de protecionismo no país, impulsionada pelo debate em torno do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, além da recente lei antidesmatamento que tem agitado o bloco europeu. Esse movimento é visto como uma tentativa de proteger a agricultura local e garantir que os produtores franceses não sejam prejudicados pela concorrência externa, especialmente dos países do Mercosul.
Em sua postagem, Bompard foi claro ao afirmar que espera que sua declaração sirva de inspiração para outras empresas do setor agroalimentar. “Queremos inspirar outros atores do setor e dar força a um movimento de solidariedade mais amplo. Através do bloqueio, podemos garantir aos criadores franceses que não haverá evasão possível. No Carrefour, estamos preparados para isso, independentemente dos preços e das quantidades de carne que o Mercosul nos ofereça”, destacou, deixando claro que a postura do Carrefour será firme, não importa o impacto no mercado.
Já o Carrefour Brasil, em comunicado na segunda-feira (25), admitiu que a suspensão no fornecimento de carne afetaria seus clientes, gerando, sem dúvida, uma onda de preocupação entre os consumidores, que podem sentir as consequências dessa decisão nas prateleiras.
O Carrefour Brasil, em seu comunicado oficial, reconheceu que a decisão de suspender o fornecimento de carne afetaria diretamente seus clientes. “Infelizmente, essa medida impacta aqueles que confiam em nós para abastecer suas casas com produtos de qualidade e responsabilidade”, afirmou a empresa, demonstrando preocupação com o reflexo da situação no consumidor.
A rede também destacou que está em busca de “soluções que viabilizem a retomada do abastecimento de carne nas nossas lojas o mais rápido possível”, garantindo que está comprometida com seus mais de 130 mil colaboradores e com os milhões de clientes em todo o Brasil.
Para acalmar os ânimos, o Carrefour Brasil ressaltou que, até o momento, “não há falta de carne nas lojas”, embora a situação esteja sendo monitorada de perto, já que a interrupção no fornecimento pode gerar impactos futuros nas prateleiras.
Entenda os Posicionamentos do Ministério da Agricultura e de Associações do Setor
Desde que as declarações de Alexandre Bompard causaram polêmica, entidades brasileiras não tardaram em se posicionar contra a decisão do CEO do Carrefour. Autoridades como o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, defenderam publicamente um boicote à bandeira francesa, demonstrando o quanto o descontentamento com a postura de Bompard é forte no país.
Fávaro, inclusive, teria solicitado aos frigoríficos brasileiros que tomassem medidas imediatas, como forma de resposta à atitude do Carrefour.
Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também se manifestou enfaticamente contra a declaração do francês. Para ele, a fala coloca em risco a reputação do Brasil, que sempre atendeu às exigências da União Europeia em termos de qualidade. “Essa afirmação é uma falácia. O histórico comercial com a União Europeia prova que as exigências de qualidade do bloco sempre foram atendidas. O que não pode ser ignorado é que um CEO de uma grande empresa faça uma afirmação dessas, sabendo o impacto que ela pode ter na população e nos outros países sobre a carne brasileira”, disse Santin, criticando a irresponsabilidade do comentário.
E a reação não parou por aí. Na segunda-feira (25), 44 associações ligadas ao setor agropecuário publicaram uma carta aberta em resposta ao CEO do Carrefour, contestando veementemente a suspensão das compras de carne do Mercosul. “Nós, as entidades representativas da cadeia produtiva brasileira, manifestamos nosso profundo repúdio às declarações recentes sobre a suspensão da compra de carnes do Mercosul pelas lojas Carrefour na França. Consideramos esta posição não apenas infundada, mas também desprovida de coerência com os princípios do livre mercado, da sustentabilidade e da cooperação internacional”, afirmaram as entidades no documento, deixando claro que a retaliação ao Carrefour é uma resposta sólida à atitude da empresa.
Entenda o Impacto da Declaração do Carrefour nas Exportações Brasileiras
A declaração de Alexandre Bompard, CEO do Carrefour, gerou reações acaloradas, mas, para os especialistas, ela também reflete uma crescente postura protecionista na França, alimentada pelo debate sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, além das novas exigências ambientais, como a lei antidesmatamento do bloco europeu.
No entanto, quando se olha para os números das exportações brasileiras, o impacto direto dessa decisão parece ser mínimo. No ano passado, o Brasil exportou US$ 22 bilhões em carne bovina, suína e de aves, de acordo com o Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento. Desses US$ 22 bilhões, apenas US$ 678 mil, ou seja, 0,04% do total, foram destinados à França. Ou seja, a reação do Carrefour, apesar de significativa, tem um peso ínfimo nas exportações brasileiras para o país europeu.
Felippe Serigatti, pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV Agro, pontua que a exportação para a França teria um impacto quase nulo na balança comercial brasileira. “O mercado de exportação brasileiro está super aquecido no momento, devido à alta demanda mundial por produtos bovinos, suínos e aviários, e o Brasil é um dos poucos países capazes de atender a essa demanda”, explica Serigatti, destacando que a perda de um mercado como a França é um risco bem pequeno diante do quadro global favorável.

Respostas de 2
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