Essa jogada pode turbinar a produção do suplemento e ainda deixar a galera vegana feliz, já que é uma alternativa sem produtos de origem animal
Uma galera de pesquisadores encontrou um jeito de cultivar creatina usando uma planta. Essa ideia pode aumentar a oferta desse suplemento que a galera ama, além de ser uma opção vegana pra quem não curte consumir nada de origem animal. As novidades foram divulgadas no Journal of Agricultural and Food Chemistry da Sociedade Americana de Química, na última quarta (2).
A creatina tá entre os suplementos mais procurados por atletas e quem se joga na musculação. E não é pra menos! Ela é famosa por ajudar a aumentar a força, ganhar músculo e dar aquele gás na resistência e performance durante os treinos.
O corpo já produz esse nutriente naturalmente, mas você também pode encontrá-lo em alimentos como carne vermelha, peixe e frango. Mas calma, porque os pesquisadores da Universidade de Zhejiang, em Hangzhou, na China, deram um passo à frente e usaram módulos sintéticos para fazer creatina em uma planta!
Esses módulos sintéticos eram como uma receita de DNA, ensinando as enzimas a transformar aminoácidos em creatina. Os cientistas colocaram esses módulos na Nicotiana benthamiana, uma plantinha parecida com o tabaco que é super usada em biologia sintética. E adivinha? O resultado foi de 2,3 microgramas de creatina por grama de planta após três dias de espera.
Mas não parou por aí! Os pesquisadores repetiram o experimento com mais dois módulos: um que codificava enzimas para carnosina, outro suplemento bem famoso entre os atletas, e outro para taurina, aquele aminoácido que a galera adora em pré-treinos e bebidas energéticas.
O estudo mostrou que a produção de carnosina disparou em 3,8 vezes, resultando em uma média de 18,3 microgramas por grama de folha. Mas, em contrapartida, a produção de taurina deu uma diminuída.
Para a equipe de pesquisadores, esse trabalho revela uma maneira super eficiente de produzir nutrientes complexos, que normalmente vêm dos animais, dentro de uma planta viva. Eles estão otimistas de que futuras pesquisas possam aplicar esse método em plantas comestíveis, como frutas e vegetais, ou em outras que podem funcionar como biofábricas, garantindo a produção sustentável desses nutrientes.
