STF deve passar o processo pra PGR ainda esta semana. E aí, o que vem depois?
O clima tá tenso no núcleo bolsonarista! Com mais um indiciamento na conta, a galera próxima a Jair Bolsonaro (PL) tá com aquele friozinho na barriga diante da possibilidade de um pedido de prisão contra o ex-presidente. Só que, no meio da tensão, tem quem veja uma luz no fim do túnel: o famoso “fator político”.
Pra resumir o babado, o time de Bolsonaro reconhece que as investigações estão pegando fogo – principalmente depois das acusações sobre aquele plano de golpe (sim, golpe). E olha que a coisa piora com o relatório da Polícia Federal (PF), que já tá no Supremo Tribunal Federal (STF). Nele, tem acusações bem pesadas sobre uma suposta trama pra assassinar ninguém menos que Lula (PT), o vice Alckmin (PSB) e até o ministro Alexandre de Moraes. Pesado, né?
Agora, o próximo passo é o STF enviar o processo pra Procuradoria-Geral da República (PGR), o que deve rolar ainda esta semana. Mas segura essa: a tendência é que Paulo Gonet, o chefe da PGR, só vá decidir se apresenta denúncia mesmo no ano que vem. Então, tem um tempinho de respiro.
Enquanto isso, o círculo bolsonarista aposta suas fichas no argumento de que prender Bolsonaro seria tipo acender uma fogueira no meio do campo seco. Afinal, o custo político disso seria altíssimo, considerando o nível de lealdade e a pegada radical de parte dos apoiadores do ex-presidente.
Quem conhece o ex-presidente sabe: Jair Bolsonaro já tá se posicionando como a grande estrela para 2026, mesmo que a situação dele com a justiça eleitoral esteja mais travada que Wi-Fi de aeroporto. Desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o deixou inelegível, o papo no PL é empurrar a narrativa de que essa decisão pode ser revertida. Spoiler: nem eles mesmos acreditam muito nisso.
Nos bastidores, o que rola é um “plano dos sonhos” onde Bolsonaro se lança candidato, encara o barramento pela justiça e, aí sim, joga outro nome no tabuleiro. Estratégia arriscada? Talvez. Genial? Quem sabe.
Agora, sobre quem pode ser o plano B, as apostas estão abertas. O nome de Flávio Bolsonaro, senador e herdeiro político, já foi citado, mas parece mais boato do que plano concreto. Enquanto isso, cresce o murmúrio de uma dupla mais estratégica: Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e pupilo bolsonarista, poderia liderar uma chapa com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro ao lado. Um mix de gestão técnica com apelo emocional e conservador.
Esse movimento teria, inclusive, o objetivo de dar uma segurada nos “outsiders” da direita que já estão afiando os discursos para 2026 – como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que não esconde de ninguém que também quer jogar no campeonato presidencial.
O que tá claro? A dança das cadeiras da direita tá só começando, e Bolsonaro, mesmo inelegível, segue como maestro. Será que essa sinfonia vai vingar ou desafinar?
