Nesta sexta-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não poupou palavras e afirmou que “tem um barbudo que anda sonhando em ser chamado de mito”, referindo-se ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio também desafiou o petista, chamando-o de impostor e alegando que ele não possui os méritos necessários para ostentar o título de “mito”, como é atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos seus seguidores.
A fala de Flávio aconteceu durante o segundo evento de pré-campanha desta semana em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. Em seu discurso, Flávio mencionou um “cara”, que ele apelidou de “barbinha”, que estava reclamando por não ser reconhecido como mito.
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“Para ser chamado de mito, é preciso merecer, é preciso se esforçar! Mito é quem reduz impostos. Bolsonaro é um mito, Lula é um farsante”, declarou o senador, reforçando que, para alcançar o status atribuído ao seu pai, é necessário defender a vida e ser contra o aborto.
O trecho da fala foi compartilhado na rede social X (antigo Twitter) pelo senador.
Tem barbudo que vive sonhando em ser chamado de #mito e não consegue. Mito de verdade só tem um: @jairbolsonaro pic.twitter.com/33VzZ3vIVU
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 19, 2024
A assessoria de imprensa da Presidência informou que, até o fechamento desta matéria, Lula não havia se pronunciado sobre a declaração. O espaço continua aberto para sua resposta.
O evento político também contou com a presença do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e pré-candidato à Prefeitura do Rio. Durante seu discurso em um trio elétrico, Jair Bolsonaro voltou a enfatizar a narrativa de perseguição. Ele mencionou a possibilidade de ser novamente alvo da Polícia Federal devido às investigações sobre fraudes no cartão de vacinação e à venda das joias sauditas.
“Amanhã, a Polícia Federal pode aparecer na porta da minha casa pela quarta vez para buscar o cartão de vacina. Eu não me vacinei. Vão tentar buscar meu passaporte, tentar me desmoralizar, mas não encontrarão nada porque não há”, afirmou.
O ex-presidente e Ramagem estão sendo investigados por vigilância de opositores realizada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro. No dia 18, Bolsonaro também mencionou o caso, afirmando que o ex-diretor da Abin “está pagando caro pela ousadia” de aspirar governar uma cidade como o Rio.
