PL promete barrar acordos que dificultem exportação de produtos brasileiros para países que não se preocupam tanto com o meio ambiente
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mandou um recado claro: o projeto de lei conhecido como PL da Reciprocidade tem o apoio total do governo! A proposta, que está rolando na Câmara dos Deputados, veio com tudo e promete virar o jogo quando o assunto é a proteção ambiental e a exportação de produtos do Brasil.
A bola começou a rolar depois que o Carrefour da França fez as pazes com o Brasil, pedindo desculpas por algumas declarações polêmicas sobre a carne produzida no Mercosul. Agora, o governo está focado em garantir que qualquer acordo internacional que limite as exportações de produtos brasileiros só aconteça se os outros países também se comprometerem a seguir práticas ambientais tão rígidas quanto as nossas.
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, explicou que o Brasil já tem regras de defesa agropecuária mais duras que as de muitos outros países. Ou seja, por aqui, a coisa é séria quando o assunto é segurança alimentar.
Em sua nota, Fávaro também deixou claro que o Brasil está 100% aberto para discutir boas práticas ambientais e trabalhistas com o mundo todo. Mas, para dar o play nessas conversas, o mínimo é que as outras nações também se empenhem em cuidar do planeta da mesma forma que a gente!
“Não tem erro! É super justo cobrar essa reciprocidade”, mandou ver Fávaro em uma nota oficial do Mapa.
O PL da reciprocidade, que tem a assinatura do deputado Tião Medeiros (PP-PR) e mais 15 colegas, chegou com o objetivo de dar um gás na proteção do nosso meio ambiente e nos nossos interesses comerciais. Para os autores do projeto, ele é fundamental para “preservar o interesse nacional e garantir um equilíbrio nas relações ambientais internacionais”. Um baita passo para proteger o Brasil e sua biodiversidade!
E não para por aí! Caso o PL seja aprovado, o governo vai regulamentar a nova lei e criar o Programa Nacional de Monitoramento da Isonomia Internacional de Políticas Ambientais. O objetivo? Monitorar como os outros países, com quem a gente tem acordos comerciais e ambientais, estão lidando com as suas políticas de preservação. Basicamente, se querem fazer negócios com o Brasil, vão ter que jogar no nosso time quando o assunto é proteção do planeta!
O projeto também determina que “só terão acesso ao mercado brasileiro produtos de países que adotem e cumpram níveis de emissões de gases de efeito estufa iguais ou abaixo dos nossos”. Ou seja, se o país não se comprometer com o planeta, aqui não tem vez!
Pedido de Desculpas do Carrefour
O CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, se desculpou de forma pública e formal em uma carta enviada ao Mapa, destacando a “qualidade e respeito às normas” da carne brasileira. Segundo ele, houve um grande mal-entendido, um erro de comunicação que acabou gerando uma onda de controvérsias.
No entanto, a confusão começou quando Bompard, tentando agradar aos agricultores franceses, anunciou que as lojas do Carrefour na França não venderiam mais carne proveniente do Mercosul. Isso, claro, não passou despercebido, e a retaliação do governo brasileiro e do setor privado foi imediata. O que parecia um movimento de alinhamento com a França acabou gerando um grande rebuliço aqui, com muitos questionando essa decisão.
