Trump promete que tarifas vão ser o pilar do seu plano econômico se ganhar o segundo mandato
A galera da Ikea não está nada otimista com as tarifas de Trump! O CEO da gigante sueca de móveis, Jesper Brodin, soltou o verbo e falou sobre como as tarifas podem deixar a vida de todo mundo mais cara. Segundo ele, essa história de impostos sobre importações vai dar um trabalhão para manter os preços baixos, e a conta pode acabar caindo no colo do consumidor.
“Tarifas não ajudam em nada o comércio internacional e as empresas globais”, declarou Brodin. E ele não está sozinho nessa. Cada vez mais líderes de grandes empresas estão preocupados com o impacto que essas tarifas podem ter no bolso das pessoas. No fim das contas, o que parecia ser um golpe contra as importações pode transformar os preços em um pesadelo para quem só queria comprar um sofá novo na Ikea.
Antes de dar o ar da graça na inauguração da loja pop-up da Ikea na icônica Oxford Street, em Londres, na quinta-feira, Jesper Brodin já estava com a cabeça cheia de preocupações sobre as tarifas de Trump. Ele não escondeu que essa história toda de tarifas está dando dor de cabeça para manter os preços baixos e acessíveis para a galera – algo que é a missão número um da Ikea.
“Essas tarifas tornam tudo mais difícil para a gente. Queremos manter as coisas em conta, mas as altas tarifas complicam nossa vida”, explicou ele. E, como quem sabe das coisas, Brodin ainda emendou: “Nunca vimos nenhuma vantagem quando tivemos tarifas altíssimas, nem para a Ikea, nem para a economia global como um todo. Mas não tem muito o que fazer, né? Vamos precisar nos adaptar e lidar com isso.”
Enquanto isso, no início da semana, Trump já estava prometendo um aumento MASSIVO nas tarifas sobre produtos do México, Canadá e China, e claro, as reações não demoraram a aparecer. Autoridades desses países saíram em defesa, dizendo que essa guerra tarifária vai fazer mal para todo mundo, até mesmo para os próprios EUA.
Claudia Sheinbaum, presidente do México, foi bem direta: “Uma tarifa vai gerar outra, e outra, e outra, até que empresas comuns fiquem em risco”. E o pessoal das grandes associações empresariais dos EUA também já começaram a dar o alerta, dizendo que esse caminho de tarifas não vai terminar bem para ninguém.
Tom Madrecki, vice-presidente de campanhas da Consumer Brands Association, não economizou palavras e disse que as tarifas de Trump representam um “perigo claro e presente” para seus associados. E quando ele fala isso, não é pouca coisa – a associação representa gigantes como Coca-Cola, General Mills e Molson Coors, além de várias outras marcas de bens de consumo embalados.
Falando da Ikea, a maior parte dos produtos (cerca de 70%) vem da Europa, enquanto os outros 30% são fabricados na Ásia, com uma boa parte vindo da China. E é aí que as tarifas pesam! Na segunda-feira, Trump anunciou um novo golpe de tarifa de 10% sobre os produtos chineses, e tudo isso está atrelado ao combate ao fluxo de drogas ilegais para os EUA.
Quando perguntaram para Brodin, o CEO da Ikea, se a gigante sueca planejava mover parte de sua produção para escapar dessas tarifas, ele foi mais cuidadoso na resposta. Em vez de dar uma resposta direta, ele destacou a importância dos relacionamentos de longo prazo que a empresa tem com seus fornecedores – em média, mais de 10 anos. “Nós mantemos esses laços, seja para o bem ou para o mal”, comentou, deixando claro que a estabilidade nas parcerias é uma prioridade.
Ainda assim, a Ikea não ficou parada no tempo. No ano passado, a empresa cortou os preços de mais de 2.000 produtos, gastando mais de € 2 bilhões (cerca de US$ 2,1 bilhões) para dar um alívio à galera, que estava sofrendo com a inflação. O resultado? Uma queda na receita anual, mas com um aumento no volume de vendas. A Ikea fez o que pôde para manter a clientela feliz, mesmo que isso tenha impactado seus lucros.
Pop-up da Ikea invade a Oxford Street
A Ikea está chegando com tudo em Londres! Na quinta-feira, o tão esperado lançamento do pop-up da gigante sueca vai rolar na Oxford Street, e promete ser só o esquenta para a loja permanente que vai abrir por lá na primavera do ano que vem.
Batizado de Hus of Frakta, o espaço pop-up é uma homenagem àquelas sacolas azuis gigantes da Ikea, famosas por sua versatilidade – dá para usar para as compras, para levar roupa suja, ou até para carregar as compras do mercado. E para deixar tudo ainda mais divertido, os visitantes poderão personalizar suas próprias sacolas Frakta e também escolher entre uma coleção de 100 produtos da marca.
E a novidade não para por aí! Quando a loja permanente abrir, ela vai ser a experiência Ikea em pleno centro de Londres. Serão três andares dedicados a quase tudo que você já ama na marca, incluindo a experiência gastronômica das famosas almôndegas suecas (porque ninguém resiste, né?).
Ah, e não pense que a Ikea está indo “apenas” ocupar um espacinho na cidade – a empresa comprou o prédio que antes era da Topshop por uns impressionantes £ 378 milhões (US$ 476,6 milhões) há dois anos, e reformou o imóvel de sete andares, que tem mais de 100 anos. A loja vai ser focada naquele público que não quer ou não pode se deslocar até as mega lojas de Wembley e Croydon, mais afastadas de Londres, mas ainda assim quer a conveniência e a experiência Ikea no centro da cidade.
