Galera da Corte acha que o ex-presidente só deve ser preso depois da condenação, para não incendiar ainda mais o cenário político
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão minimizando bastante a ideia de que Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, seja preso antes de uma condenação definitiva, tudo por causa da tentativa de golpe que rolou no país.
Tem uma turma dentro da Corte que acredita que a prisão de Bolsonaro só deve rolar depois de uma condenação já “batida e carimbada”, pra evitar que o clima político no Brasil vire um verdadeiro barril de pólvora.
Essas fontes apontam que a prisão preventiva, aquela que acontece antes da sentença final, poderia ser o estopim para mobilizar as forças mais radicais que ainda seguem Bolsonaro, podendo até gerar novos ataques à Corte.
Além disso, tem um detalhe importante: a Polícia Federal (PF) já mandou pro STF o relatório com os indiciamentos, incluindo o do Bolsonaro. Isso é visto por muita gente como um indicativo de que o pedido de prisão preventiva não deve rolar tão cedo.
A visão por lá é que, em situações normais, as prisões preventivas e as buscas e apreensões acontecem antes do relatório ser divulgado, justamente para evitar que os alvos se “prepararem” pra o que está por vir.
Então, se fosse pra Bolsonaro ser preso preventivamente, já teria rolado, né? Pelo menos é o que dizem os bastidores entre os ministros que estão de olho de perto na situação.
Mas tudo muda se o ex-presidente for realmente condenado, porque as penas pelos crimes que ele cometeu podem levar ele direto para um regime fechado. E, meu amigo(a), as penas somadas chegam a nada menos que 28 anos de prisão!
Bolsonaro foi indiciado por organização criminosa, tentativa de derrubar o Estado democrático de direito e a tentativa de golpe de Estado. No fim das contas, o que se desenha é uma longa condenação.
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, deve mandar o relatório para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda essa semana. O objetivo? Avaliar se rola uma denúncia contra o ex-presidente e mais 36 pessoas que também estão na lista de indiciados.
Só que a previsão é de que isso, na real, vai demorar um pouco mais – a expectativa é que tudo isso se desenrole só lá para 2025. Aí, quando a denúncia for aceita, o STF abre a ação penal, vai aprofundar a investigação e, quem sabe, o julgamento final só rola até junho.
Seguindo a jurisprudência do Supremo no caso do Mensalão, a coisa vai ficar mais tensa para Bolsonaro: a pena só começa a ser cumprida depois que o colegiado der o veredito final e rejeitar pela segunda vez os recursos da defesa. Então, a prisão, por enquanto, é uma possibilidade mais distante, mas não dá para descartar.

Uma resposta
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