Pesquisa aponta que mulheres indígenas enfrentam taxas de mortalidade durante gravidez e pós-parto significativamente mais altas do que mulheres não-indígenas
Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que mulheres indígenas enfrentam uma taxa de mortalidade durante a gravidez e pós-parto quase o dobro daquelas não-indígenas.
Segundo a pesquisa, a mortalidade materna entre mulheres indígenas é de 115 a cada 100 mil casos, enquanto entre não-indígenas esse número é de 67 a cada 100 mil. Os resultados foram publicados na revista científica International Journal of Gynecology & Obstetrics.
O estudo destacou que a principal causa de morte entre mães indígenas é a hemorragia, em contraste com a hipertensão que predomina entre mulheres não-indígenas. Essa disparidade é atribuída à qualidade dos cuidados médicos disponíveis para cada grupo.
Os pesquisadores analisaram dados de 13.023 casos de morte materna entre 2015 e 2021 registrados no DataSUS, do Ministério da Saúde (MS), onde 1,6% dessas mortes foram de mulheres indígenas.
A pesquisa sublinha a vulnerabilidade enfrentada pelas comunidades indígenas, evidenciando uma necessidade urgente de melhorias nos cuidados pós-parto para esse grupo. As consequências dessas perdas são profundas não apenas para as famílias, mas também para as comunidades étnicas afetadas.
