A turma abriu a carteira e gastou 0,4% a mais no mês passado, subindo um degrau depois do avanço revisado pra 0,3% em outubro
A economia dos Estados Unidos mostrou que tá com pique total em novembro, com os gastos da galera subindo firme. Esse ritmo frenético levou o Federal Reserve a repensar os planos e segurar a onda em cortes de juros previstos pra 2025, diminuindo as apostas.
Pra quem curte números, aqui vai: os consumidores, que são tipo o motorzão da economia americana (responsáveis por mais de dois terços de tudo que rola por lá), deram um gás de 0,4% nos gastos no último mês. Outubro? Foi revisado pra baixo, com um crescimento mais humilde de 0,3%, como divulgou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira.
Ah, e os especialistas? A galera da Reuters achou que o avanço de novembro seria de 0,5%, mas não rolou. Antes, eles também tinham apostado que outubro seria 0,4%, mas a revisão puxou o freio.
Mesmo assim, o consumismo à solta ajudou a economia a crescer com força total, mandando ver num ritmo anualizado de 3,1% no terceiro trimestre, superando o já impressionante 3,0% de abril a junho.
E não para por aí: os analistas acham que o gás da turma pode desacelerar só um tiquinho nesse fim de ano. De julho a setembro, o pessoal tava num ritmo alucinante de 3,7% – o mais rápido em um ano e meio! A ideia agora é que a coisa desacelere um pouco, mas nada de pisar no freio total.
O Federal Reserve de Atlanta está otimista, com previsão de um salto de 3,2% no PIB no último trimestre do ano.
Na quarta-feira, Jerome Powell, o chefão do Fed, mandou uma declaração daquelas de deixar qualquer economista orgulhoso, chamando a economia americana de “simplesmente notável”. E, pra completar o otimismo, soltou: “Estou muito satisfeito com (…) o desempenho da economia e queremos manter isso.”
Falando em manter o controle, o banco central dos EUA cortou, também na quarta-feira, sua taxa de juros de referência em 0,25 ponto percentual, jogando-a pra faixa de 4,25% a 4,50%. O detalhe que chamou atenção? O Fed tá planejando só duas reduções nos juros pra 2025. Isso indica que, apesar de tudo, a economia tá segurando as pontas enquanto a inflação ainda dá as caras.
Mas olha a diferença: em setembro, o Fed tava mais ousado, prevendo quatro cortes de 0,25 ponto pra 2025. O que mudou? A incerteza em torno das promessas e possíveis políticas do governo do recém-eleito Donald Trump. Entre tarifas sobre produtos importados, cortes de impostos e uma política de deportação em massa de imigrantes sem documentos, os economistas tão de olho nos impactos inflacionários dessas medidas.
E, como cereja do bolo econômico, o mercado de trabalho segue firme e forte. Com demissões em baixa e os salários crescendo com tudo, a galera tá cheia de gás pra continuar gastando e movimentando o país. É resistência pura!
Em novembro, a inflação mensal deu uma desacelerada, marcando um sinal de alívio depois de meses de pouca melhora. O índice de preços PCE subiu apenas 0,1% no último mês, depois de um avanço de 0,2% em outubro que não sofreu ajustes.
No acumulado dos 12 meses até novembro, o PCE avançou 2,4%, um leve aumento em relação aos 2,3% registrados em outubro. Esse aumento anual foi impulsionado, em parte, pela exclusão de leituras mais baixas de 2023 no cálculo.
Quando retiramos os componentes mais voláteis, como alimentos e energia, o núcleo do PCE subiu 0,1% em novembro, após um avanço de 0,3% em outubro que também não foi revisado. Nos 12 meses até novembro, o núcleo da inflação registrou uma alta constante de 2,8%, igualando a taxa de outubro.
O Federal Reserve observa de perto o índice PCE para alcançar sua meta de inflação de 2%. Entre março de 2022 e julho de 2023, o Fed aumentou sua taxa de juros em impressionantes 5,25 pontos percentuais.

Uma resposta
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