No centro da tempestade, você encontra um refúgio: vento calmo e céu limpo!
Furacão, tufão, ciclone tropical… tudo isso é o mesmo rolê! São vórtices de ventos que se formam sobre águas quentes do oceano. E quando um furacão resolve fazer uma visita à costa, é pra causar estrago, dependendo da sua força.
Agora, olha só: o furacão Milton está a caminho da Flórida, prometendo ser uma das tempestades mais destrutivas já vistas, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA.
Esse fenômeno subiu de nível rapidinho, quase atingindo o ápice, na categoria 5, tudo por causa do calorzão recorde nas águas do Golfo do México. E ele não vai parar por aí: deve aumentar de tamanho, o que significa que, mesmo que perca força, o impacto será sentido em uma área muito maior.
O que é um furacão?
Furacões ou ciclones são como redomas de baixa pressão que surgem nas águas quentes dos oceanos tropicais, onde a temperatura chega a uns 27°C e o vapor d’água está por toda parte! Eles também podem aparecer fora dos trópicos e, aí, ganham o nome de ciclones extratropicais.
Nessa região de baixa pressão, ventos giratórios se organizam, formando estruturas gigantes que podem ultrapassar 200 km de diâmetro. No Hemisfério Norte, os ventos dançam no sentido anti-horário, enquanto no Hemisfério Sul eles fazem a festa no sentido horário!
Nem todo vórtice de vento se transforma em furacão; alguns são apenas centros de baixa pressão que aparecem, fazem uma breve visita e desaparecem, conhecidos como tempestades tropicais. Já os furacões são os durões da turma, podendo durar dias e percorrer longas distâncias — e é por isso que alguns chegam até a costa!
A intensidade deles é medida pela pressão no centro, ou seja, no famoso olho do furacão, e pela velocidade dos ventos.
O que é o olho do furacão?
Identificar um furacão ou ciclone em imagens de satélite é moleza! A gente vê uma espiral de nuvens cercando um “olho” — uma área circular de 25 a 65 km de diâmetro, onde o vento fica calmo e o céu está limpinho.
Esse “buraco” no furacão acontece por causa do movimento intenso do ar, que faz a pressão atmosférica despencar ainda mais na superfície.
Em volta desse centro, surgem as muralhas de nuvens convectivas verticais, conhecidas como a parede do olho do furacão. É ali que rolam as chuvas fortes, relâmpagos e trovões, bem pertinho do centro da tempestade.
Os ventos nessa área são de tirar o fôlego, facilmente passando dos 100 km/h e chegando até 200 km/h! Já na periferia do ciclone, a velocidade costuma dar uma desacelerada.
