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QI Nacional e Desafios Estruturais no Ensino Brasileiro

Brasil Enfrenta Retrocessos no QI e na Educação em um Mundo Avançado Estrategicamente

Uma notícia preocupante vem da World Population Review, uma empresa especializada em dados demográficos avançados: o Brasil está vendo seu quociente intelectual (QI) médio cair drasticamente ao longo das últimas quatro décadas, atingindo agora apenas 83,38 pontos. Esse é o nível mais baixo já registrado desde o início das medições, enquanto a média global é de 85,33 pontos. Para se ter uma ideia, o QI médio considerado normal é 100. Esse declínio representa um desafio social e econômico significativo, com impactos negativos de longo prazo no crescimento do PIB e no bem-estar da sociedade.

Nosso país também enfrenta resultados desanimadores no campo da educação, conforme revelado pelos últimos dados do Pisa-2022. Os jovens brasileiros não apenas continuam a apresentar resultados entre os piores em matemática, leitura e ciências, mas esses resultados estão piorando ao longo do tempo.

Embora o governo tenha atribuído parte desses resultados à pandemia de Covid-19, é evidente que os desafios não são novos, remontando à primeira participação do Brasil no Pisa, em 2000. Isso aponta para problemas estruturais profundos que exigem uma reformulação completa e pragmática do sistema educacional, sem viés ideológico.

Nas últimas quatro décadas, o crescimento do PIB brasileiro estagnou, refletindo diretamente na produtividade do trabalho, que também não apresentou avanços significativos. Este cenário está intrinsecamente ligado à qualidade do capital humano nacional, uma constatação objetiva.

Enquanto países emergentes alcançam crescimentos anuais médios de 6%, o Brasil mal supera 1,5% ao ano, muito abaixo da média global de 3%. Essa realidade destaca a relação direta entre o declínio do QI médio nacional, a baixa qualidade do capital humano e a frágil performance econômica. Dentro do Mercosul, o Brasil apresenta um QI superior apenas ao da Venezuela, que está temporariamente suspensa do bloco. Entre os Brics, apenas a África do Sul, não um membro original, fica atrás do Brasil.

Perdendo o Bônus Demográfico

Há mais de 50 anos, o Brasil não registra ganhos reais de produtividade do trabalho. Durante décadas, o bônus demográfico proporcionava um crescimento econômico mesmo com um aumento na força de trabalho pouco qualificada. No entanto, essa dinâmica mudou drasticamente. Com o envelhecimento acelerado da população, enfrentamos um novo paradigma. Nossos jovens apresentam níveis alarmantes de baixa qualificação e queda no QI, não sendo mais possível contar com grandes contingentes como nos últimos 30 anos.

Ao mesmo tempo, o estoque de capital humano formado nas últimas décadas também enfrenta desafios significativos de qualificação. Atualmente, 53% da população adulta no Brasil, com 18 anos ou mais, não completou o Ensino Médio, destacando uma lacuna crítica na educação nacional.

Equivalente a quase 90 milhões de pessoas, ou uma Alemanha inteira sem qualificação mínima — entre os 38 países da OCDE, a média de conclusão do Ensino Médio é de 86%. O impacto disso em nossa competitividade global, indústrias, mercado de trabalho, salários e renda é claramente negativo.

É fácil identificar um dos grandes desafios do Brasil: uma força de trabalho mal qualificada e em constante deterioração. Grande parte desse problema tem suas raízes no sistema educacional básico, que é reconhecido como um dos piores do mundo, comprometendo a qualidade da “matéria-prima humana” que o frequenta.

Atualmente, apenas 8 milhões de adolescentes estão matriculados no Ensino Médio, de um total de 27 milhões que frequentam o Ensino Fundamental. Apenas 2 milhões desses jovens completarão essa etapa crucial da educação.

Enquanto isso, em Brasília, a reforma do Ensino Médio foi desfeita em vez de ser testada e aprimorada, um contrassenso em um país que busca avanços civilizados. A melhoria do QI nacional e da qualidade da educação pode ser alcançada por meio de políticas públicas eficazes e imparciais.

Portanto, sem um programa nacional robusto de requalificação, desenvolvido em colaboração com o mercado para atender às demandas específicas de qualificação de setores industriais dinâmicos, o Brasil corre o risco de enfrentar um futuro desafiador não apenas econômico, mas também geriátrico.

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