No dia 1.000 da guerra, Kiev atinge fábrica em Bryansk e eleva o nível do jogo.
Segura essa: pela primeiríssima vez, a Ucrânia lançou mísseis de longo alcance dos Estados Unidos direto no território russo! A movimentação, que rolou nesta terça-feira (19), deixou o mundo em alerta, especialmente porque o conflito já completa mil dias de tensão e destruição.
Segundo os russos, de seis mísseis disparados, cinco foram abatidos antes de causar estrago, mas um deles acertou em cheio uma instalação militar na região de Bryansk. Ainda bem que, pelo menos, não houve vítimas, de acordo com informações oficiais.
Do lado ucraniano, a história é outra: Kiev afirma que acertou um depósito de armas russas a 110 km de profundidade no território inimigo, provocando explosões intensas. Mas, ó, sem revelar exatamente o que usaram para o ataque – mistério total!
O detalhe que apimenta ainda mais a situação? O presidente dos EUA, Joe Biden, liberou essa semana mesmo o uso desses mísseis poderosos, capazes de atingir alvos a mais de 300 km de distância.
Moscou não curtiu nem um pouco e já mandou aquele recado ácido, dizendo que isso coloca Washington praticamente como participante oficial do conflito – com direito a ameaças de retaliação.
Tudo isso acontece enquanto o clima pesa no campo de batalha. Tropas exaustas, vigílias emocionadas para lembrar os mil dias de guerra e um futuro incerto no apoio do Ocidente, ainda mais depois da vitória de Donald Trump nas eleições americanas. Tá sentindo o drama? Porque a tensão tá lá no alto.
Especialistas apontam: mísseis dos EUA podem ajudar, mas não serão o “game changer” da guerra
Embora os mísseis norte-americanos estejam sendo vistos como uma ferramenta estratégica para ajudar a Ucrânia a proteger territórios capturados e usá-los como moeda de troca, analistas militares são categóricos: eles dificilmente mudarão o rumo de uma guerra que já se arrasta há quase três anos.
A grande incógnita paira sobre o futuro papel dos Estados Unidos no conflito. Donald Trump, que assume a presidência em dois meses, prometeu encerrar a guerra rapidamente, mas sem dar muitos detalhes de como isso seria possível. E vamos combinar: esse mistério deixa tanto aliados quanto rivais com a pulga atrás da orelha.
Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reforçou o tom de urgência ao declarar em um discurso inflamado no Parlamento que os “momentos decisivos” do conflito estão por vir. Segundo ele, o próximo ano será crucial para determinar quem vai prevalecer:
“Se nós, sobre o inimigo, ou o inimigo sobre nós, ucranianos… e europeus. E todos no mundo que querem viver livremente e não estar sujeitos a um ditador.”
Desde o início da invasão liderada por Vladimir Putin, a Ucrânia vive uma tragédia humanitária de proporções históricas. Milhares de vidas foram perdidas, mais de 6 milhões de pessoas se refugiaram no exterior e o país sofreu uma redução populacional de quase 25%.
Essa guerra – com ataques por terra, ar e mar – é vista como o maior conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial. E, apesar de todo o heroísmo ucraniano, o fim dessa devastação ainda parece um horizonte distante.

Uma resposta
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