Um estudo fresquinho revelou que ficar em pé em uma perna por mais tempo pode mostrar o impacto da idade na sua saúde.
Sabia que o tempo que você consegue ficar em pé em uma só perna pode ser uma forma bem legal de medir o impacto do envelhecimento? Pois é! Uma pesquisa novinha em folha da Mayo Clinic, uma baita referência em serviços médicos nos Estados Unidos, trouxe essa descoberta incrível! O estudo foi publicado nesta quarta-feira (23) na revista científica PLOS One.
Ter um equilíbrio bacana, força muscular e uma marcha que flui bem são os segredos para um envelhecimento saudável, garantindo mais independência e aquela sensação de bem-estar na melhor idade. Ficar de olho nas mudanças nesses pontos pode ajudar os profissionais a criarem programas que garantam mais saúde e longevidade. Então, que tal testar seu equilíbrio e dar um passo a mais na sua qualidade de vida?
Ficar em uma perna — e, mais especificamente, na perna não dominante — mostrou ser o ponto onde o declínio com a idade é mais evidente.
“O equilíbrio é uma medida de saúde porque reflete o quão bem os sistemas do corpo estão trabalhando em conjunto”, explica Kenton Kaufman, o autor sênior do estudo e diretor do Laboratório de Análise de Movimento da Mayo Clinic, em entrevista. “Um bom equilíbrio permite realizar as atividades diárias sem medo de quedas. Isso se traduz em uma qualidade de vida melhor e um envelhecimento saudável”, complementa.
Falta de equilíbrio é a principal causa de lesões e quedas em idosos
As quedas acidentais são o grande vilão das lesões entre os adultos com 65 anos ou mais. A maioria dessas quedas está ligada a uma perda de equilíbrio, que pode ser uma verdadeira armadilha!
De acordo com Kaufman, a perda de equilíbrio é super comum entre os idosos e pode ser provocada por uma série de fatores. Alguns exemplos incluem efeitos colaterais de medicamentos, problemas cardíacos ou condições que afetam o cérebro e o sistema nervoso, como acidente vascular cerebral (AVC), demência, doença de Parkinson e ataxia.
Exercícios como ficar em pé em uma só perna, sugerido pelo estudo, podem ser um ótimo jeito de ajudar o corpo a coordenar as respostas musculares e vestibulares para manter a estabilidade, segundo o especialista. “Se você consegue manter essa posição por 30 segundos, é um bom sinal de um equilíbrio forte!”, afirma ele.
Kaufman ainda destaca que, dos três fatores analisados pelo estudo (equilíbrio, marcha e força), o equilíbrio em uma só perna apresentou o declínio mais rápido. Então, bora treinar esse equilíbrio e evitar quedas, galera!
O que os outros testes do estudo mostraram?
Para avaliar outros aspectos do envelhecimento, como a marcha e a força, os pesquisadores aplicaram mais dois testes. No primeiro, usaram um dispositivo personalizado para medir a força de preensão dos participantes. No segundo, testaram a força do joelho enquanto os voluntários estavam sentados, pedindo que estendessem o joelho com toda a força que conseguissem.
Tanto os testes de força de preensão quanto os de força do joelho foram realizados no lado dominante dos participantes. E adivinha? A força de preensão e a força do joelho mostraram declínios significativos a cada década, mas não chegaram a cair tanto quanto o equilíbrio, segundo os pesquisadores.
Curiosamente, a força de preensão diminuiu a uma taxa mais rápida do que a força do joelho, tornando-se um indicador de envelhecimento mais preciso do que outras medidas de força. No teste de marcha, os participantes caminharam para frente e para trás em uma passarela plana de 8 metros, seguindo seu próprio ritmo e velocidade.
Por outro lado, os parâmetros da marcha não mostraram mudanças com a idade. “Isso não foi um resultado surpreendente, já que os participantes caminharam no seu ritmo normal, e não na velocidade máxima”, explica Kaufman.
Além disso, não houve declínios relacionados à idade nos testes de força que variavam conforme o sexo. Isso significa que a força de preensão e a força do joelho dos participantes diminuíram em um ritmo semelhante. Os pesquisadores também não encontraram diferenças entre os sexos nos testes de marcha e equilíbrio, o que sugere que homens e mulheres foram igualmente impactados pelo passar dos anos.

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